sábado, 4 de janeiro de 2014

As novas doenças provocadas pelo uso da internet

É oficial. Conheça oito novas doenças que surgiram - ou pioraram - por conta do uso quase compulsivo da Internet e dos dispositivos digitais móveis.

A Internet é um buffet infinito de vídeos de gatos, TV e Instagrams de celebridades. Mas ela também pode estar aos poucos levando você à beira da insanidade. E não estamos aqui usando nenhuma figura de linguagem.
À medida que a Internet evoluiu para ser onipresente da vida moderna, testemunhamos o aumento de uma série de transtornos mentais distintos ligados diretamente ao uso da tecnologia digital. Até recentemente, esses problemas, amenos ou destrutivos, não tinham sido reconhecidos oficialmente pela comunidade médica.
Algumas dessas desordens são novas versões de aflições antigas, renovadas pela era da banda larga móvel, enquanto outras são criaturas completamente novas. Não fique surpreso se você sentir uma pontinha de – pelo menos – uma ou duas delas.
Nomophobia

O que é: a ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel. O termo “Nomophobia” é uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel).
Sabe aquela horrível sensação de estar desconectado quando acaba a bateria do seu celular e não há tomada elétrica disponível? Para alguns de nós, há um caminho neural que associa diretamente essa sensação desconfortável de privação tecnológica a um tremendo ataque de ansiedade.
A nomophobia é o aumento acentuado da ansiedade que algumas pessoas sentem quando são separadas de seus telefones. E não se engane, pois não se trata de um #FirstWorldProblem (problema de primeiro mundo). O distúrbio pode ter efeitos negativos muito reais na vida das pessoas no mundo todo. E é mais intenso nos heavy users de dispositivos móveis
Tanto que essa condição encontrou seu caminho na mais recente edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5, ou Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais) e levou a um programa de tratamento dedicado à Nomophobia no Centro de Recuperação Morningside em Newport Beach, Califórnia.

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“Estamos condicionados a prestar atenção às notificações dos nossos telefones”, disse Rosen. “Somos como os cães de Pavlov, de certa forma. Você vê as pessoas pegarem seus celulares e dois minutos depois fazerem a mesma coisa, mesmo que nada tenha ocorrido. Isso é impulsionado pela ação reflexa, bem como pela ansiedade para se certificar de que não ter perdido nada. É tudo parte da reação FOMO (Fear Of Missing Out, ou medo de estar perdendo algo).”

Síndrome do toque fantasma

O que é: quando o seu cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando no seu bolso (ou bolsa, se você preferir).
Alguma vez você já tirou o telefone do bolso porque o sentiu tocar e percebeu depois que ele estava no silencioso o tempo todo? E, ainda mais estranho, ele nem estava no seu bolso para começo de conversa? Você pode estar delirando um pouco, mas não está sozinho.
Segundo o Dr. Larry Rosen, autor do livro iDisorder, 70% dos heavy users (usuários intensivos) de dispositivos móveis já relataram ter experimentado o telefone tocando ou vibrando mesmo sem ter recebido nenhuma ligação. Tudo graças a mecanismos de resposta perdidos em nossos cérebros.
“Provavelmente sempre sentimos um leve formigamento no nosso bolso. Há algumas décadas nós teríamos apenas assumido que isso era uma leve coceira e teríamos coçado”, diz Rosen em entrevista ao TechHive.
“Mas agora, nós configuramos o nosso mundo social para girar em torno dessa pequena caixa em nosso bolso. Então, sempre que sentimos um formigamento, recebemos uma explosão de neurotransmissores do nosso cérebro que podem causar tanto ansiedade quanto prazer e nos preparam para agir. Mas ao invés de achar que é uma coceira, reagimos como se fosse o telefone que temos que atender prontamente”, completa.
No futuro, com a computação vestível, há o risco da doença evoluir para novas formas, como, por exemplo, usuários de Google Glass começarem a ver coisas que não existem porque seu cérebro está ligado a sinais típicos do aparelho.

Náusea Digital (Cybersickness)

O que é: a desorientação e vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem com determinados ambientes digitais.
A última versão do iOS, sistema operacional móvel da Apple, é uma reivenção plana, versátil e bonita da interface do usuário móvel. Infelizmente, ela também faz as pessoas vomitarem e forneceu o mais recente exemplo da doença.
Assim que a nova versão do iOS foi liberada para os usuários de iPhone e iPad no mês passado, os fóruns de suporte da Apple começaram a encher com reclamações de pessoas que sentem desorientação e náuseas depois de usar a nova interface.
Isso tem sido atribuído em grande parte ao efeito que faz com que os ícones e a tela de abertura pareçam estar se movendo dentro de um mundo tridimensional abaixo do visor de vidro.
Essas tonturas e náuseas resultantes de um ambiente virtual foram apelidadas de ciberdoença. O termo surgiu na década de 1990 para descrever a sensação de desorientação vivida por usuários iniciais de sistemas de realidade virtual. É basicamente o nosso cérebro sendo enganado e ficando enjoado por conta da sensação de movimento quando não estamos realmente nos movimentando.


Depressão de Facebook

O que é: a depressão causada por interações sociais (ou a falta de) no Facebook.
Os seres humanos são criaturas sociais. Então você pode pensar que o aumento da comunicação facilitada pelas mídias sociais faria todos nós mais felizes e mais contentes. Na verdade, o oposto é que parece ser verdade.
Um estudo da Universidade de Michigan mostra que o grau de depressão entre jovens corresponde diretamente ao montante de tempo que eles gastam no Facebook.
Uma possível razão é que as pessoas tendem a postar apenas as boas notícias sobre eles mesmos na rede social: férias, promoções, fotos de festas, etc. Então é super fácil cair na falsa crença de que todos estão vivendo vidas muito mais felizes e bem-sucedidas que você (quando isso pode não ser o caso).
Tenha em mente que esse crescimento da interação das mídias sociais não tem que levar ao desespero.
O Dr. Rosen também conduziu um estudo sobre o estado emocional dos usuários do Facebook e identificou que, enquanto realmente há uma relação entre o uso do Facebook e problemas emocionais como depressão, os usuários que possuem um grande número de amigos na rede social mostraram ter menor incidência de tensão emocional.
Isso é particularmente verdade quando o uso da mídia social é combinado com outras formas de comunicação, como falar ao telefone.
Moral da história: 1) não acredite em tudo o que seus amigos postam no Facebook e 2) pegue o telefone de vez em quando.

Transtorno de Dependência da Internet

O que é: uma vontade constante e não saudável de acessar à Internet.
O Transtorno de Dependência da Internet (por vezes referido como Uso Problemático da Internet) é o uso excessivo e irracional da Internet que interfere na vida cotidiana. Os termos “dependência” e “transtorno” são um pouco controversos na comunidade médica, já que a utilização compulsiva da Internet é vista frequentemente como sintoma de um problema maior, em vez de ser considerada a própria doença.
“Diagnósticos duplos fazem parte de tratamentos, de modo que o problema está associado a outras doenças, como depressão, TOC, Transtorno de Déficit de Atenção e ansiedade social”, diz a Dra. Kimberly Young. A médica é responsável pelo Centro de Dependência da Internet, que trata de inúmeras formas de dependência à rede, como o vício de jogos online e jogos de azar, e vício em cibersexo.
Além disso, ela identificou que formas de vício de Internet geralmente podem ser atribuídas a “baixa autoestima, baixa autossuficiência e habilidades ruins”.

Vício de jogos online

O que é: uma necessidade não saudável de acessar jogos multiplayer online.
De acordo com um estudo de 2010 financiado pelo governo da Coreia do Sul, cerca de 18% da população com idades entre 9 e 39 anos sofrem de dependência de jogos online. O país inclusive promulgou uma lei chamada “Lei Cinderela”, que corta o acesso a games online entre a meia-noite e às 6 da manhã para usuários com menos de 16 anos em todo o país.
Embora existam poucas estatísticas confiáveis ​​sobre o vício em videogames nos Estados Unidos, o número de grupos de ajuda online especificamente destinados a essa aflição aumentou nos últimos anos. Exemplos incluem o Centro para Viciados em Jogos Online e o Online Gamers Anonymous, que formou o seu próprio programa de recuperação de 12 passos.
Embora a atual edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders não reconheça o vício em jogos online como um transtorno único, a Associação Psiquiátrica Americana decidiu incluí-lo em seu índice (ou seção III), o que significa que estará sujeito a mais pesquisa e pode eventualmente ser incluído junto a outras dependências não baseadas em substâncias químicas, como o vício em jogos de azar.
“Quando você é dependente de algo, seu cérebro basicamente está informando que precisa de certas substâncias neurotransmissoras, particularmente a dopamina e a serotonina, para se sentir bem”, diz o Dr. Rosen. “O cérebro aprende rapidamente que certas atividades vão liberar essas substâncias químicas. Se você é um viciado em jogos de azar, tal atividade é o jogo. Se você é um viciado em jogos online, então a atividade é jogar vídeogames. E a necessidade de receber os neurotransmissores exige que você faça repetidamente a atividade para se sentir bem.”

Cibercondria, ou hipocondria digital

O que é: a tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online.
O corpo humano é um magnífico apanhado de surpresas que constantemente nos presenteia com dores misteriosas, aflições e pequenos inchaços que não estavam ali da última vez que verificamos. Na maioria das vezes, essas pequenas anormalidades não dão em nada.
Mas os vastos arquivos de literatura médica disponíveis online permitem que a nossa imaginação corra solta em todos os tipos de pesadelos médicos!
Teve uma dor de cabeça? Provavelmente não é nada. Mas, de novo, a WebMD diz que essas dores de cabeça são um dos sintomas de tumor no cérebro. Há uma chance de você morrer muito em breve! É esse o tipo de pensamento que passa pela cabeça de um cibercondríaco – que juntam fatores médicos para chegar às piores conclusões possíveis.
E isso está longe de ser incomum. Em 2008, um estudo da Microsoft descobriu que autodiagnósticos feitos a partir de ferramentas de busca online geralmente levam os “buscadores aflitos” a concluir o pior. A hipocondria sempre existiu, claro, mas antes as pessoas não tinham a Internet para ajudar a pesquisar informações médicas às três da manhã. A cibercondria é apenas uma hipocondria com conexão banda larga.
“A Internet pode exarcebar os sentimentos existentes de hipocondria e, em alguns casos, causar novas ansiedades. Porque há muita informação médica lá fora, e algumas são reais e válidas e outras contraditórias”, disse o Dr. Rosen. “Mas, na Internet, a maioria das pessoas não pratica a leitura literal da informação. Você pode encontrar uma maneira de transformar qualquer sintoma em milhares de doenças terríveis. Você alimenta essa sensação de que está ficando doente.”

O efeito Google

O que é: a tendência do cérebro humano de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.
Graças à Internet, um indivíduo pode facilmente acessar quase toda a informação que a civilização armazenou ao longo de toda sua vida. Acontece que essa vantagem acabou alterando a forma como nosso cérebro funciona.
Identificada algumas vezes como “The Google Effect” (ou efeito Google) as pesquisas mostram que o acesso ilimitado à informação faz com que nossos cérebros retenham menos informações. Ficamos preguiçosos. Em algum lugar do nosso cérebro está o pensamento “eu não preciso memorizar isso porque posso achar no Google mais tarde”.
Segundo o Dr. Rosen, o Efeito Google não é necessariamente uma coisa ruim. Ele poderia ser visto como o marco de uma mudança social, uma evolução que apontaria para o nascimento de uma população mais esperta e mais informada. Mas também é possível, admite ele, que tenha resultados negativos em certas situações. Por exemplo, um jovem adolescente não memorizar a matéria das provas porque ele sabe que a informação estará no Google quando ele precisar, diz o médico.

Fonte: via IDGNow

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Como acabar com a compulsão alimentar


Método criado pelo médico Máximo Ravenno elimina a compulsão alimentar



A geladeira não é a sua melhor amiga. É o que defende o clínico geral e psicoterapeuta argentino Máximo Ravenno em seu livro "A Teia de Aranha Alimentar" (Ed. Guarda-Chuva, R$ 38*).

Percebendo o grande número de pacientes que encara a comida (em especial doces e frituras) como a maior fonte de conforto diante das dificuldades da vida, o médico criou um método que, trazendo a saciedade de volta, elimina a compulsão alimentar. É o fim do ciclo "comer para ficar bem e se sentir culpada depois" e o início de um transformador percurso rumo a uma vida saudável, sem dieta! Pronta para treinar seu cérebro?

Identifique o ciclo que faz vê comer sem parar

Quando você ingere um alimento que adora (em geral, doces e frituras, né?), seu cérebro registra a experiência como algo prazeroso. Então, toda vez que se depara com uma situação estressante, ele recupera essa sensação e pede mais desses alimentos. Só que essa é uma solução provisória e, pior, viciante! A dependência pode não ser diária, mas já caracteriza uma percepção de que comida gostosa é recompensa para qualquer sensação ruim.

Veja como o ciclo funciona:
Mecanismos de defesa

Alguns mecanismos de defesa fazem você negar que está neste ciclo; assim, você continua comendo sem parar. As armadilhas abaixo são comuns e podem estar reforçando seu vício. Ver a si mesma em alguma delas é o primeiro passo para a superação.

· Racionalização: identificar uma ação como responsável pelo excesso de comida. Por exemplo, dizer que se alimenta mal pois "não tem tempo" para buscar itens saudáveis.

· Desatenção seletiva: seja no espelho do elevador ou no reflexo da vitrine, as mulheres costumam checar o visual. Pessoas obesas, no entanto, evitam encarar a realidade de que estão acima do peso.

· Deslocamento: a ideia é adaptar seus interesses e gostos à comida com o objetivo de sustentar seu vício. Já pensou que seus programas favoritos incluem comer?

· Isolamento: seu organismo reprime os sentimentos negativos relacionados à sua compulsão. Por exemplo, você passa a não se incomodar mais por usar calça tamanho 48...

· Formação reativa: este mecanismo de defesa faz com que você acredite que a gordura está relacionada à saúde e a magreza, à doença.

O método exclusivo

O médico Máximo Ravenno garante que, seguindo estes três passos, você vai conseguir mudar sua relação com a comida.

1. O ponto de partida é reduzir o excesso de alimento. "A sensação de não ter comido o suficiente desaparece em 48 horas e a saciedade voltará naturalmente", diz o médico. Evite carboidratos, gordura e sal. Não só a fome diminuirá, mas a vontade de resolver seus problemas comendo.

2. Diga "não" ao se deparar com algo tentador e escolha porções pequenas do que for comer. Isso é decisivo, implica numa escolha: comer mais mesmo sabendo que isso não resolverá seus problemas ou comer pouco para deixar de sentir uma fome compulsiva.

3. Fique longe da comida e aumente o tempo entre cada refeição: não coma mais de quatro vezes ao dia. Nesse ponto, você já sentirá menos fome, o que vai ajudá-la a conter desejos. A partir daí, emagrecerá de forma saudável e sem culpa!


terça-feira, 16 de abril de 2013

Viver Amando a Mesma Pessoa Pra Sempre... Não é Conto de Fadas!


Paixão, amor, casamento...

Pesquisas neurocientíficas mostram que é possível sentir-se encantado pela mesma pessoa por décadas



Você já se imaginou vivendo 10, 20 ou 50 anos com a mesma pessoa? Sentindo sempre o mesmo prazer em sua companhia, o mesmo conforto em seus braços? Se a perspectiva parece interessante, agradeça ao seu cérebro (e se não lhe agrada, a culpa é dele, também). De certa forma, é curioso que laços afetivos fortes, como os amorosos, sejam tão importantes para nossa espécie. Tecnicamente, viver em sociedade, ou mesmo em pares, não é obrigatório para a sobrevivência de nenhum animal – vide tantos mamíferos, aves e outros bichos que procuram um par somente para o acasalamento e imediatamente depois seguem cada um o seu caminho.

Se gostamos de formar pares a ponto de investir boa parte de nossa energia, tempo e esforços cognitivos em convencer um belo exemplar do sexo interessante de que nós somos a pessoa mais sensacional e desejável na face da Terra, é porque o sistema cerebral humano, como o de outros animais sociais, é capaz de atribuir um valor positivo incrível à companhia alheia. Isso é função do sistema de recompensa, conjunto de estruturas no centro do cérebro especializadas em detectar quando algo interessante acontece, premiar-nos com uma sensação física inconfundível de prazer e satisfação e ainda associar esse prazer com o que levou a ele – o que pode ser uma ação, uma situação, um objeto ou... alguém.

Conforme o prazer se repete na companhia dessa pessoa, o valor positivo que atribuímos a ela é reforçado (enquanto torcemos para que o mesmo aconteça no cérebro dela, associando um valor cada vez mais positivo à nossa própria companhia, claro). É o que fazemos no período de namoro, quando conversas interessantes, passeios agradáveis, boa música, boa comida e carinho oferecem prazeres que vão sendo associados à companhia do outro. Se rola sexo, então, melhor ainda: o prazer do orgasmo funciona como uma cola extraordinária para o sistema de recompensa, que atribui (corretamente!) a satisfação incrível àquela pessoa específica (mas é verdade que isso não funciona tão bem em alguns cérebros...).

Com a repetição, o sistema de recompensa vai aprendendo a ficar ativado não apenas em resposta, mas também em antecipação à presença daquela pessoa. Esse prazer antecipado é a motivação, que nos dá forças para alterar compromissos, abrir espaço na agenda e ficar acordado madrugada adentro. Essa é a paixão, estado de motivação enorme em que se faz tudo em nome de mais tempo na presença do ser amado.

Quando vira amor? Essa questão é complicada, mas existe ao menos uma definição operacional curiosa: passado o ardor da paixão, descobre-se que se ama alguém quando pensar em uma vida sem ela causa angústia sincera e profunda. O amor é esse laço que faz seu cérebro achar que sua felicidade está vinculada à presença e à felicidade do outro e que fazê-lo feliz dá novo sentido à sua vida. Nesse estado, desejar o casamento é apenas natural.

Se é para sempre? Depende de vários fatores, alguns deles fora de nosso alcance, como ser traído (e não apenas sexualmente). A boa notícia da neurociência sobre a longevidade dos relacionamentos amorosos é que eles não estão necessariamente fadados ao esgotamento: é, sim, possível se sentir apaixonado décadas a fio pela mesma pessoa. E não é mero acaso de sorte: você pode fazer sua parte. É uma questão de continuar inventando e descobrindo novos prazeres a dois. Tudo para manter o sistema de recompensa do outro interessado em você...

terça-feira, 9 de abril de 2013

Amor Doentio


Sinais de amor patológico


1) SINAIS E SINTOMAS DE ABSTINÊNCIA
Quando o parceiro está distante (física ou emocionalmente) ou perante ameaça de abandono, podem ocorrer: insônia, taquicardia, tensão muscular, alternância de períodos de letargia e intensa atividade.
2) O ATO DE CUIDAR DO PARCEIRO OCORRE EM MAIOR QUANTIDADE DO QUE O INDIVÍDUO GOSTARIA
O indivíduo costuma se queixar de manifestar atenção ao parceiro com maior frequência ou período mais longo do que pretendia de início.
3) ATITUDES PARA REDUZIR OU CONTROLAR O COMPORTAMENTO PATOLÓGICO SÃO MAL SUCEDIDAS
Em geral, já ocorreram tentativas frustradas de diminuir ou interromper a atenção despendida ao companheiro.
4) EXCESSIVO DISPÊNDIO DE TEMPO NO CONTROLE DAS ATIVIDADES DO PARCEIRO
A maior parte da energia e do tempo do indivíduo são gastos com atitudes e pensamentos para manter o parceiro sob controle.
5) ABANDONO DE INTERESSES E ATIVIDADES ANTES VALORIZADOS
Como o indivíduo passa a viver em função dos interesses do parceiro, as atividades propiciadoras da realização pessoal e profissional são relegadas, como cuidado com os filhos, atividades do trabalho e convívio com colegas.
6) O AMOR PATOLÓGICO É MANTIDO, APESAR DOS PROBLEMAS PESSOAIS E FAMILIARES
Mesmo consciente dos danos resultantes desse comportamento para sua qualidade de vida, persiste a queixa de não conseguir controlar tal conduta.

Fonte: Amor patológico: um novo transtorno psiquiátrico, de Eglacy Cristina Sophia, Hermano Tavares e Mônica Zilberman

Seu filho dá trabalho? Entenda a Hiperatividade.

Hiperatividade X Hipoatividade


O entendimento dessas características como sintomas é a chave para o tratamento de diversos distúrbios, não sendo correto afirmar que elas próprias sejam patologias isoladas.


O termo hiperatividade é divulgado frequentemente como distúrbio caracterizado por atividade intensa. Porém, há tempos já se sabe que não deve ser sinônimo de distúrbio e, sim, como sintoma de algum distúrbio que deve ser detectado e tratado, cessando assim o sintoma da hiperatividade. Por outro lado, a hiperatividade também é amplamente confundida com alta atividade o que, na prática, coloca a maioria das crianças sob suspeita de ser portadora do suposto problema, já que é comum a qualquer criança ser ativa, às vezes, até em excesso. Isso é normal. Da mesma forma, nas escolas, crianças desinteressadas pela aula tornam-se bagunceiras, o que caracteriza a indisciplina.
A hiperatividade é sempre um sintoma e sua característica básica é uma atividade constante sem interrupção dia e noite. Acordado, o indivíduo não consegue parar ou realizar uma atividade, pois está constantemente em movimento, pode apresentar insônia com freqüência e, ao dormir, o sono é agitado, geralmente com pesadelos. Pode haver quedas da cama, justamente pelo excesso de atividade durante o sono. Resumindo, a principal característica da hiperatividade, é a atividade ininterrupta do cérebro, até quando o corpo já está cansado e pede descanso, o cérebro continua em atividade.
Este é um dos pontos mais importantes a se considerar quando uma criança apresenta hiperatividade incontrolável. Antes de diagnosticar hiperatividade como se fosse um distúrbio e imaginar que um medicamento possa "curá-la", deve-se analisar a doença (o distúrbio) que está desencadeando a atividade ininterrupta e, ao tratar a causa, obviamente o sintoma da hiperatividade será controlado.
Portanto, é preciso entender que a simples medicação para hiperatividade a controla, mas não trata o distúrbio que a causa. Para sanar (ou controlar) o problema de forma definitiva, é preciso detectar o distúrbio e suas comorbidades (quando um distúrbio se associa a outro ou o indivíduo apresenta características de dois ou mais distúrbios) e tratá-lo de acordo com suas características e necessidades individuais. Pois é preciso reforçar que mesmo que os indivíduos apresentem o mesmo distúrbio ou padrão de sintomas, cada um chegou ao quadro por um caminho, um aprendizado, um fator seja psicológico, neurológico, orgânico/físico, ambiental ou a junção desses fatores ou outros que possam influenciar o desencadear de um distúrbio. E sempre analisando cada caso como único, com um tratamento diferenciado, nunca se associando o mesmo tratamento, é possível alcançar grandes resultados na cura ou controle de distúrbios.
Por tudo isso, temos vários ângulos a analisar: quando uma criança é muito ativa, está sempre agitada, parecendo nunca se cansar, deve-se verificar como ela dorme. Se tiver sono agitado, com ou sem pesadelos, dormir na cabeceira e acordar nos pés da cama, cair da cama ou ainda se tiver tiques, convulsões ou outro sintoma parecido, deverá ser encaminhada a um profissional (pediatra, terapeuta, psiquiatra) apto a identificar seu distúrbio, tratá-lo ou encaminhar a criança a um tratamento. Se o sono da criança for tranquilo, pode-se dizer que é uma criança aparentemente normal, então, tudo o que se deve fazer, é deixá-la a vontade para "gastar" toda a sua energia durante o dia e poder dormir e descansar tranquila a noite.

Hipoatividade - Contrário de hiperatividade?

Em paralelo à hiperatividade, vêm sendo frequentes as afirmações em relação à hipoatividade como um distúrbio. Em alguns jornais e mais comumente pela Internet, é possível ler artigos de profissionais e até de pessoas leigas que já classificam o novo "distúrbio", cuja característica básica é a desatenção ou apatia exagerada e, nos artigos, ainda citam que este novo distúrbio é o contrário da hiperatividade. É possível encontrar até definições bem engraçadas comparando os hipoativos a uma samambaia (pela inércia de atitudes). Por incrível que pareça, alguns profissionais também escrevem sobre o tema, dando um "ar de seriedade" ao assunto e, diante disso, são muitos os pais e professores preocupados com o novo distúrbio... Algumas mães, já desesperadas, citam seus filhos com idade entre NOVE DIAS e dois anos, que sofrem desse mal, identificado no referido artigo, a hipoatividade. E alguns professores até saíram procurando um livro que esclarecesse esse novo "distúrbio" pouco divulgado, que é a hipoatividade.
São diversos os distúrbios que podem apresentar como sintoma a hiperatividade ou a hipoatividade ou, em alguns casos, os dois sintomas alternados.
Novamente, é preciso entender que, assim como a hiperatividade, a hipoatividade também é um sintoma e nunca um distúrbio como já se cogita em diversos artigos não científicos, mas que acabam tendo repercussão. Sites considerados "oficiais" sobre dislexia, por exemplo, estampam o seguinte: "A criança hipoativa é aquela que parece estar, sempre, no 'mundo da lua', 'sonhando acordada'. Dá a impressão de que nunca está ligada em nada. Ela tem memória pobre e comportamento vago, pouca interação social, quase não se envolve com seus colegas e costuma não ter amigos..."
É preciso frisar que tanto a hiperatividade quanto a hipoatividade existem sim, porém não como distúrbios isolados que podem ser medicados e curados. Existem como sintomas, e é preciso ter consciência de que há uma necessidade urgente de se detectar qual (ou quais) distúrbios estão causando a hipo e/ou a hiperatividade. Este e/ou foi colocado propositalmente, pois em alguns casos, é possível apresentar-se os dois sintomas, ou seja, hiperatividade e hipoatividade em um mesmo paciente. Aprofundando-se mais no último sintoma (a hipoatividade), este é uma característica da diminuição de atividade cerebral (como exemplo a hipoatividade dopaminérgica mesocortical, ou seja, uma diminuição de atividade dopaminérgica na área mesocortical). Neste caso, nem sequer é um sintoma, tratando-se de uma característica da atividade cerebral que aponta para um distúrbio.



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Terapia Online, Você Faria?


Você faz compras pela internet e cultiva amigos nas redes sociais. Mas discutiria seus problemas com um psicólogo do outro lado do computador? Saiba que muitas pessoas estão recorrendo à terapia online. Prático é, não tem trânsito para chegar ao consultório, os horários são flexíveis... Mas há algumas questões sobre a funcionalidade do serviço.

Desde 2005, o Conselho Federal de Psicologia reconhece o atendimento psicoterapêutico e outros serviços psicológicos mediados pelo computador. Os sites que passam pelo crivo da entidade recebem um selo, que deve estar estampado na página de abertura. "Isso garante que o internauta será atendido por alguém habilitado".

"Qualquer possibilidade de chegar a um indivíduo que está em sofrimento psicológico deve ser valorizada"

Tipos de consulta psicológica:

E-mail: não é preciso estar online para se comunicar com o terapeuta.
Chat: é a conversação instantânea através de troca de mensagem ou com voz.
Telefone: é útil para quem não pode ou não tem o uso da internet.
Videoconferência: tem possibilidade de contato visual (webcam), Skype.

Para você ter certeza de que esta sendo atendido por um profissional inscrito no Conselho da Categoria, Clique Aqui.

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