terça-feira, 21 de agosto de 2012

PSICOTERAPIA É CARA!

A psicoterapia é "cara e demorada". O adoecimento é também lento e desenvolve-se num processo insidioso e muitas vezes imperceptivel para os adultos que as cercam. Promover a reorganização,a ressignificação, a construção e reconstrução de formas relacionais mais saudáveis é tarefa da psicoterapia. Na era do consumo, pilulas mascaram e aniquilam as saídas criativas encontradas pelas crianças para enunciar seu sofrimento e dor.

Autor: 
(Luciana Aguiar) 
Fonte: 
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1133813-uso-de-antipsicoticos-cresce-entre-criancas-e-adolescentes-nos-eua.shtml 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Medo de fazer exames


Fobias atrapalham e até impedem a realização de exames de sangue, tomografias e ressonância magnética.

Giuseppe D’Ippolito

A palavra fobia traduz o medo persistente e irracional, muitas vezes injustificado e desproporcional que se manifesta em determinadas situações ou na presença de objetos específicos, como por exemplo: escuridão, trovão, animais, espaços fechados. Cada vez mais observa-se o medo de se fazer exames clínicos, diagnósticos e procedimentos médicos de rotina. Trata-se de um transtorno mental que, quando muito intenso, torna-se incontrolável, causa temor patológico e muitas vezes leva o indivíduo a ter reações imprevisíveis. As estatísticas revelam que cerca de 1% a 2% dos exames de diagnóstico por imagem, como a ressonância magnética, a tomografia computadorizada e o raio X, têm de ser refeitos devido a interferências de movimentos que prejudicam os resultados. Cerca de 5% dos pacientes simplesmente não fazem os exames indicados pelo especialista em virtude do medo.

A fobia desencadeia uma série de alterações clínicas que podem ser de origem central (psíquicas), como
intensa ansiedade e senso de opressão; ou periféricas (somáticas), secundárias a uma descarga de adrenalina e que consistem em aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração, sudorese, secura na boca, tensão muscular, vertigens, distúrbios gastrointestinais e até movimentos involuntários. Algumas destas reações interferem diretamente no resultado de exames, o que dificulta o diagnóstico preciso e exige nova realização do exame. O paciente que fica ofegante e tem falta de ar, por exemplo, pode prejudicar a qualidade de exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Fobias são mais comuns do que se imagina; encontram-se listados mais de 200 tipos diferentes delas, algumas bastante conhecidas, como a claustrofobia (medo de lugares fechados ou de ser enclausurado); outras comuns, como o medo a injeções (tripanofobia) ou a dentistas (dentofobia) e algumas bastante curiosas como o medo das rosas (antofobia) ou de se apaixonar (filofobia). Existem diversas teorias para explicar a causa das fobias; entre elas podemos citar o estresse decorrente de algum trauma sofrido na infância; razões atávicas (relacionadas aos nossos antepassados) ou até mesmo a presença excessiva de alguns neurotransmissores, como a epinefrina. O paciente com claustrofobia sente muito desconforto e sofre intensamente quando precisa fazer uma tomografia ou ressonância magnética, devido ao porte e formato do equipamento. Em outros casos, o paciente tem pavor de sentir dor, pânico do desconhecido e até receio do resultado do exame. Tudo isso dispara mecanismos decorrentes do medo intenso e incontrolável.

Como Tratar

Geralmente, uma boa conversa para esclarecer qual será o procedimento reduz a ansiedade e o temor do paciente, permitindo que o exame seja realizado tranquilamente. Porém, muitas vezes, essa tática não funciona e o paciente tem de ser sedado para ser submetido ao exame. Alguns estudos demonstram que o nível de ansiedade e temor do paciente aumenta à medida que aumenta o grau de instrução.
Explicar detalhadamente como será realizado o exame, toda a segurança oferecida pelo equipamento, bem como os seus riscos e benefícios podem tranquilizar o paciente. Informá-lo que será acompanhado durante todo o exame e não estará sozinho também ajuda a enfrentar melhor a ansiedade. Em alguns exames, como a ressonância magnética, é possível colocar venda nos olhos e música da preferência do paciente, para que ele relaxe durante o procedimento. Já a sedação oral ou endovenosa são alternativas indicadas apenas para casos extremos.

Nasce uma família

Ser papai e mamãe demanda total doação de início, paciência e uma dose sempre muito intensa de amor e compreensão.
Muitos hospitais aderiram ao sistema de alojamento conjunto, ou seja, mãe e recém-nascido permanecem juntos no quarto após o nascimento, por compreenderem o quanto é benéfico e saudável para o fortalecimento da relação mãe-bebê.
O serviço de enfermagem é capacitado para preparar a mamãe para as primerias mamadas, para ensinar a trocar as fraldas, a higienizar o coto umbilical.
Há diversos cursos preparatórios para a maternagem, inclusive ministrados à distância, via computador, com equipe hospitalar qualificada, além de livros especializados.
Enfim, com tanta informação e aulas práticas, os novos papais e mamães deveriam se sentir mais seguros. Mas não é bem assim. Se por um lado a alta hospitalar é tão aguardada, ao mesmo tempo, parece angustiar, pois significa que a partir de então, o recém-nascido ficará por conta deles.
Bebê recém-nascido no colo da mãe e acariciado pelo pai - Foto: Kati Molin / ShutterStock
O primeiro mês de vida é o mais difícil. Não só os pais precisam aprender a conhecer seu filho, como também para este os pais são uma incógnita. Muito embora houvesse certa comunicação intra-uterina, apenas fora desse ambiente vão se estruturar enquanto família.
Nessa fase, tudo que o bebê faz parece ser comer, dormir, chorar e se sujar, mas ele já está atento a todos os sons e modificações ambientais e de humores dos pais, apesar de não interagir com eles. Assusta-se com facilidade, pois tudo ao seu redor lhe é estranho. Pegá-lo no colo, embalá-lo nesses momentos, não vai fazer com que se torne mimado, pelo contrário, vai lhe dar confiança ao perceber que não está só nesta descoberta de um novo mundo.
Se pensar que o choro é o único meio de ele comunicar que está desconfortável, vale a pena tentar ajudá-lo de alguma forma. Com o tempo, os pais vão aprendendo a decodificar cada forma de manifestação infantil, facilitando a interação entre eles. Mas, até lá, valem as tentativas de acerto e erro, sem culpa.
O peso da responsabilidade e a falta de experiência são vividos com muita ansiedade pelos pais, pois temem não dar conta . Mas quando chega a primeira consulta com o pediatra e este garante que o bebê está se desenvolvendo satisfatoriamente, está saudável, toda angústia se dissipa e os pais parecem readquirir confiança e alegria.
Por estarem todos envolvidos na mais significativa aprendizagem humana, o primeiro mês parece voar e logo está bem distante, de verdade.
Após algumas semanas, o bebê vai espaçando o horário das mamadas e, um belo dia, o casal percebe que ele não acordou para a mamada noturna, pois não necessita mais, e passa a dormir a noite inteira.
Por volta dos três meses, a criança manifesta seu relógio biológico e começa a assimilar que, durante o dia, apesar de momentos de sono, há outros de intensa atividade, brincadeiras, visitas de familiares e amigos ou passeios e que, durante a noite, o período maior é o de dormir e descansar.  Essa é uma das grandes conquistas, pois o recém-nascido não possui  um ritmo claro e definido de vigília e de sono.
A partir daí, parece que tudo fica mais prazeroso para a família, que também pode descansar sem interrupção. Por sua vez, o bebê tem participação mais ativa nas atividades do casal, sorri com mais facilidade quando está satisfeito, os pais percebem as necessidades do filho e atendem adequadamente. Estão mais seguros e confiantes e a rotina começa a se instalar.
Tudo isto é possível, sim, mas até chegar a esse ponto, muitas noites maldormidas, compromissos desfeitos ou adiados serão vividos pelo casal, pois ser papai e mamãe demanda total doação de início, paciência e uma dose sempre muito intensa de amor e compreensão.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Porque os homens e as mulheres são tão diferentes


A grande opção

Apesar de todas as dificuldades e desafios que a relação a dois envolve, as pessoas continuam encontrando boas razões para se casarem, que vão desde o medo de estar só (Gn.2.18), até os desencadeados pelos temores da vida contemporânea, de construir um lar que funcione como porto seguro num mundo cada vez mais cheio de incertezas, além de outros.

As diferentes motivações e necessidades

Homem e mulher são dois modos de ser. Têm estruturas cerebrais diferentes, estruturas emocionais diferentes e diferentes campos perceptuais da dimensão espiritual, ainda que em essência, sejam seres humanos.

Em face dessas diferenças fica mais fácil compreender que, em se tratando de casamento, as razões do homem parecem não ser as mesmas da mulher, de modo que, ao empreenderem o matrimônio, ambos o fazem por diferentes necessidades e motivações.

O QUE ELES QUEREM?

Satisfação sexual

Sem nenhum exagero, para homem, o casamento se faz na cama. Acredito que este instinto é mais focalizado no homem que na mulher.

No casamento o homem projeta a sua realização e satisfação sexual. Quando isto não acontece, o casamento pode perder a sua razão de ser, pois quase nada pode compensar tal carência. É evidente, que com a exploração que a mídia e a sociedade em geral, fazem do sexo, os problemas sexuais no homem, podem se transformar facilmente em traumas psicológicos.

Companhia prazerosa

Desde o princípio foi constatado por Deus. De fato, o homem é carente de uma companhia, da presença estável de uma mulher que esteja ao seu lado, livrando-o da terrível sensação de solidão.

O relacionamento para o homem é presença; ele se guia pela vista, ainda que não necessariamente, pelo tato, como acontece com a mulher. É necessário porém, que esta companhia lhe seja prazerosa, no sentido de lhe proporcionar certas gratificações ou prêmios, em face de sua condição de provedor. Pelo menos é assim na psique do homem.

O homem considera uma atividade compartilhada com sua companheira como uma alta expressão de intimidade. Isto lhe causa muito prazer. A mulher conquistaria melhor seu marido se participasse mais, com ele, de atividades recreativas. Na realidade, para o homem, não é tão importante o realizar junto, mas, estar junto dele em atividades que lhe dão prazer.

Uma esposa atraente

O livro de Cantares de Salomão ilustra bem esta necessidade do homem. O escritor, ao longo de todo o livro não deixa de expressar o seu encanto com as formas de sua esposa, partes do seu corpo que em geral, recebem alta cotação do clube masculino, chegando mesmo a descrevê-las, comparando-as com paisagens e formas da natureza que tanto os fascinam. Talvez, em função da valorização que o homem dá à aparência de sua esposa, muitas mulheres estão percorrendo verdadeiros calvários para manter suas formas bem acentuadas, o que tem levado algumas, inclusive, a comportamentos obsessivos a esse respeito. É bom lembrar que nem sempre as pessoas têm total controle sobre alterações que se processam no seu corpo.

Uma guardiã do lar
Muitas mulheres enganam-se, ao imaginar que os homens abandonaram definitivamente a imagem internalizada, ao longo de milhões de anos, da esposa que cuida da casa, desempenhando tarefas típicas dessa função. Muitas mulheres, inspiradas nos ideais feministas abandonaram por completo o cuidado da casa, para que não fossem vistas como súditas do império machista. Esta mudança radical causou um forte impacto na relação conjugal. Nem a mulher nem o homem conseguiu assimilar bem tal mudança. Estudos revelam que a grande maioria dos homens casados ainda se incomoda muito quando as suas esposas deixam de lhes fazer pequenas tarefas como, prega os botões de suas camisas.

Admiração

O desejo de ser admirado e reconhecido é mais aguçado no homem que na mulher. O homem parece viver em função desse desejo, que lhe é visto como o preço mais justo que pode lhe ser pago por aquilo que ele realiza. Sem admiração o homem definha e empobrece. Sem admiração, sua motivação para as conquistas e para as realizações se esvaem e seu entusiasmo pela vida desaparece. A admiração para o homem funciona como combustível e ao mesmo tempo, como parâmetro que mede a eficácia de seus atos.

O QUE ELAS QUEREM?

Afeto

A mulher é movida por afeto, que é o mais nutritivo alimento do seu coração. Quando elege o seu cônjuge, ela espera receber dele afeto, em forma de palavras, de toques e de atitudes, pois as relações conjugais lhes são sinônimos de relações afetivas. A sensibilidade da mulher ao toque, por exemplo, é dez vezes maior do que a do homem. O casamento para a mulher, é acima de tudo, a expressão máxima de amor e compromisso entre duas pessoas, e só secundariamente, entendido como uma instituição.

O afeto é uma de suas necessidades permanentes e, independente do tempo que está casada, a mulher espera receber sempre do seu esposo boas e constantes doses de carinho e afeto.
Intimidade

No relacionamento conjugal, quanto mais proximidade, melhor. No caso da mulher, parece que sua estrutura emocional e sua estrutura cerebral, têm este campo de necessidade maior que a do homem, fazendo com que, a convivência íntima seja muito mais buscada por ela do que por ele, no casamento.

A mulher cobra constantemente do homem esse tipo de convivência e um ambiente onde haja compreensão empática e um nível de confiança baseado no compromisso da fidelidade e da continuidade das relações conjugais.

Diálogo

Um outro aspecto relevante, é que para a mulher, a comunicação vai além de mera conversa clichê, aquela que se faz através de frases prontas e chavões, em que as palavras soam vazias. Ao se comunicar, a mulher expressa sentimentos e usa a comunicação num nível mais profundo, para se aproximar e tornar-se íntima. Daí a sua grande necessidade de falar sobre a relação e de ter o feedback do seu cônjuge a esse respeito.

Sem sombra de dúvida, ao lado de um homem calado, com o olhar perdido, sempre há uma mulher se sentindo desprezada e distante, com a sensação de que algo vai muito mal na sua relação conjugal. O silêncio do homem é uma das maiores ameaças para a mulher.

Honestidade

A personalidade de uma pessoa sempre foi um aspecto importante a ser avaliado no momento de se decidir por uma relação duradoura. Nas mulheres, isto parece ser ainda mais valorizado que nos homens. Enquanto estes têm a tendência de se basear mais pela vista, aquelas se interessam mais por qualidades interiores do homem, os traços de sua personalidade, suas características pessoais, seu caráter. A honestidade é um dos traços que a mulher mais admira no homem. Só numa relação de honestidade e franqueza a mulher se sente segura e tranqüila para expressar livremente toda a grandeza dos seus sentimentos.

Sustento financeiro

Quase que em toda história da humanidade o homem exerceu o papel de provedor da família. Era o responsável pelo abrigo e o sustento desta. Há no seu cérebro, uma estrutura programada para esse tipo de comportamento e, mesmo nos nossos dias, não é simples para ele conviver numa situação em que a mulher esteja fazendo o seu papel, como acontece em muitas famílias. A mulher, por sua vez, não superou o condicionamento de milhões de anos, vivendo sob a proteção do homem e continua a vê-lo como o mantenedor do lar, mesmo nos casos em que esteja ganhando mais que ele.

Concluindo, a dinâmica dessas diferenças dentro de um ambiente de mútua compreensão enriquecerá ainda mais a fascinante aventura da vida, o casamento.

Autor(a): Pr. Josué Gonçalves

Fonte: site www.amofamilia.com.br