quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Terapia Online, Você Faria?


Você faz compras pela internet e cultiva amigos nas redes sociais. Mas discutiria seus problemas com um psicólogo do outro lado do computador? Saiba que muitas pessoas estão recorrendo à terapia online. Prático é, não tem trânsito para chegar ao consultório, os horários são flexíveis... Mas há algumas questões sobre a funcionalidade do serviço.

Desde 2005, o Conselho Federal de Psicologia reconhece o atendimento psicoterapêutico e outros serviços psicológicos mediados pelo computador. Os sites que passam pelo crivo da entidade recebem um selo, que deve estar estampado na página de abertura. "Isso garante que o internauta será atendido por alguém habilitado".

"Qualquer possibilidade de chegar a um indivíduo que está em sofrimento psicológico deve ser valorizada"

Tipos de consulta psicológica:

E-mail: não é preciso estar online para se comunicar com o terapeuta.
Chat: é a conversação instantânea através de troca de mensagem ou com voz.
Telefone: é útil para quem não pode ou não tem o uso da internet.
Videoconferência: tem possibilidade de contato visual (webcam), Skype.

Para você ter certeza de que esta sendo atendido por um profissional inscrito no Conselho da Categoria, Clique Aqui.

Para mais informações sobre atendimento online Clique Aqui.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

PSICOTERAPIA É CARA!

A psicoterapia é "cara e demorada". O adoecimento é também lento e desenvolve-se num processo insidioso e muitas vezes imperceptivel para os adultos que as cercam. Promover a reorganização,a ressignificação, a construção e reconstrução de formas relacionais mais saudáveis é tarefa da psicoterapia. Na era do consumo, pilulas mascaram e aniquilam as saídas criativas encontradas pelas crianças para enunciar seu sofrimento e dor.

Autor: 
(Luciana Aguiar) 
Fonte: 
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1133813-uso-de-antipsicoticos-cresce-entre-criancas-e-adolescentes-nos-eua.shtml 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Medo de fazer exames


Fobias atrapalham e até impedem a realização de exames de sangue, tomografias e ressonância magnética.

Giuseppe D’Ippolito

A palavra fobia traduz o medo persistente e irracional, muitas vezes injustificado e desproporcional que se manifesta em determinadas situações ou na presença de objetos específicos, como por exemplo: escuridão, trovão, animais, espaços fechados. Cada vez mais observa-se o medo de se fazer exames clínicos, diagnósticos e procedimentos médicos de rotina. Trata-se de um transtorno mental que, quando muito intenso, torna-se incontrolável, causa temor patológico e muitas vezes leva o indivíduo a ter reações imprevisíveis. As estatísticas revelam que cerca de 1% a 2% dos exames de diagnóstico por imagem, como a ressonância magnética, a tomografia computadorizada e o raio X, têm de ser refeitos devido a interferências de movimentos que prejudicam os resultados. Cerca de 5% dos pacientes simplesmente não fazem os exames indicados pelo especialista em virtude do medo.

A fobia desencadeia uma série de alterações clínicas que podem ser de origem central (psíquicas), como
intensa ansiedade e senso de opressão; ou periféricas (somáticas), secundárias a uma descarga de adrenalina e que consistem em aceleração dos batimentos cardíacos e da respiração, sudorese, secura na boca, tensão muscular, vertigens, distúrbios gastrointestinais e até movimentos involuntários. Algumas destas reações interferem diretamente no resultado de exames, o que dificulta o diagnóstico preciso e exige nova realização do exame. O paciente que fica ofegante e tem falta de ar, por exemplo, pode prejudicar a qualidade de exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Fobias são mais comuns do que se imagina; encontram-se listados mais de 200 tipos diferentes delas, algumas bastante conhecidas, como a claustrofobia (medo de lugares fechados ou de ser enclausurado); outras comuns, como o medo a injeções (tripanofobia) ou a dentistas (dentofobia) e algumas bastante curiosas como o medo das rosas (antofobia) ou de se apaixonar (filofobia). Existem diversas teorias para explicar a causa das fobias; entre elas podemos citar o estresse decorrente de algum trauma sofrido na infância; razões atávicas (relacionadas aos nossos antepassados) ou até mesmo a presença excessiva de alguns neurotransmissores, como a epinefrina. O paciente com claustrofobia sente muito desconforto e sofre intensamente quando precisa fazer uma tomografia ou ressonância magnética, devido ao porte e formato do equipamento. Em outros casos, o paciente tem pavor de sentir dor, pânico do desconhecido e até receio do resultado do exame. Tudo isso dispara mecanismos decorrentes do medo intenso e incontrolável.

Como Tratar

Geralmente, uma boa conversa para esclarecer qual será o procedimento reduz a ansiedade e o temor do paciente, permitindo que o exame seja realizado tranquilamente. Porém, muitas vezes, essa tática não funciona e o paciente tem de ser sedado para ser submetido ao exame. Alguns estudos demonstram que o nível de ansiedade e temor do paciente aumenta à medida que aumenta o grau de instrução.
Explicar detalhadamente como será realizado o exame, toda a segurança oferecida pelo equipamento, bem como os seus riscos e benefícios podem tranquilizar o paciente. Informá-lo que será acompanhado durante todo o exame e não estará sozinho também ajuda a enfrentar melhor a ansiedade. Em alguns exames, como a ressonância magnética, é possível colocar venda nos olhos e música da preferência do paciente, para que ele relaxe durante o procedimento. Já a sedação oral ou endovenosa são alternativas indicadas apenas para casos extremos.

Nasce uma família

Ser papai e mamãe demanda total doação de início, paciência e uma dose sempre muito intensa de amor e compreensão.
Muitos hospitais aderiram ao sistema de alojamento conjunto, ou seja, mãe e recém-nascido permanecem juntos no quarto após o nascimento, por compreenderem o quanto é benéfico e saudável para o fortalecimento da relação mãe-bebê.
O serviço de enfermagem é capacitado para preparar a mamãe para as primerias mamadas, para ensinar a trocar as fraldas, a higienizar o coto umbilical.
Há diversos cursos preparatórios para a maternagem, inclusive ministrados à distância, via computador, com equipe hospitalar qualificada, além de livros especializados.
Enfim, com tanta informação e aulas práticas, os novos papais e mamães deveriam se sentir mais seguros. Mas não é bem assim. Se por um lado a alta hospitalar é tão aguardada, ao mesmo tempo, parece angustiar, pois significa que a partir de então, o recém-nascido ficará por conta deles.
Bebê recém-nascido no colo da mãe e acariciado pelo pai - Foto: Kati Molin / ShutterStock
O primeiro mês de vida é o mais difícil. Não só os pais precisam aprender a conhecer seu filho, como também para este os pais são uma incógnita. Muito embora houvesse certa comunicação intra-uterina, apenas fora desse ambiente vão se estruturar enquanto família.
Nessa fase, tudo que o bebê faz parece ser comer, dormir, chorar e se sujar, mas ele já está atento a todos os sons e modificações ambientais e de humores dos pais, apesar de não interagir com eles. Assusta-se com facilidade, pois tudo ao seu redor lhe é estranho. Pegá-lo no colo, embalá-lo nesses momentos, não vai fazer com que se torne mimado, pelo contrário, vai lhe dar confiança ao perceber que não está só nesta descoberta de um novo mundo.
Se pensar que o choro é o único meio de ele comunicar que está desconfortável, vale a pena tentar ajudá-lo de alguma forma. Com o tempo, os pais vão aprendendo a decodificar cada forma de manifestação infantil, facilitando a interação entre eles. Mas, até lá, valem as tentativas de acerto e erro, sem culpa.
O peso da responsabilidade e a falta de experiência são vividos com muita ansiedade pelos pais, pois temem não dar conta . Mas quando chega a primeira consulta com o pediatra e este garante que o bebê está se desenvolvendo satisfatoriamente, está saudável, toda angústia se dissipa e os pais parecem readquirir confiança e alegria.
Por estarem todos envolvidos na mais significativa aprendizagem humana, o primeiro mês parece voar e logo está bem distante, de verdade.
Após algumas semanas, o bebê vai espaçando o horário das mamadas e, um belo dia, o casal percebe que ele não acordou para a mamada noturna, pois não necessita mais, e passa a dormir a noite inteira.
Por volta dos três meses, a criança manifesta seu relógio biológico e começa a assimilar que, durante o dia, apesar de momentos de sono, há outros de intensa atividade, brincadeiras, visitas de familiares e amigos ou passeios e que, durante a noite, o período maior é o de dormir e descansar.  Essa é uma das grandes conquistas, pois o recém-nascido não possui  um ritmo claro e definido de vigília e de sono.
A partir daí, parece que tudo fica mais prazeroso para a família, que também pode descansar sem interrupção. Por sua vez, o bebê tem participação mais ativa nas atividades do casal, sorri com mais facilidade quando está satisfeito, os pais percebem as necessidades do filho e atendem adequadamente. Estão mais seguros e confiantes e a rotina começa a se instalar.
Tudo isto é possível, sim, mas até chegar a esse ponto, muitas noites maldormidas, compromissos desfeitos ou adiados serão vividos pelo casal, pois ser papai e mamãe demanda total doação de início, paciência e uma dose sempre muito intensa de amor e compreensão.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Porque os homens e as mulheres são tão diferentes


A grande opção

Apesar de todas as dificuldades e desafios que a relação a dois envolve, as pessoas continuam encontrando boas razões para se casarem, que vão desde o medo de estar só (Gn.2.18), até os desencadeados pelos temores da vida contemporânea, de construir um lar que funcione como porto seguro num mundo cada vez mais cheio de incertezas, além de outros.

As diferentes motivações e necessidades

Homem e mulher são dois modos de ser. Têm estruturas cerebrais diferentes, estruturas emocionais diferentes e diferentes campos perceptuais da dimensão espiritual, ainda que em essência, sejam seres humanos.

Em face dessas diferenças fica mais fácil compreender que, em se tratando de casamento, as razões do homem parecem não ser as mesmas da mulher, de modo que, ao empreenderem o matrimônio, ambos o fazem por diferentes necessidades e motivações.

O QUE ELES QUEREM?

Satisfação sexual

Sem nenhum exagero, para homem, o casamento se faz na cama. Acredito que este instinto é mais focalizado no homem que na mulher.

No casamento o homem projeta a sua realização e satisfação sexual. Quando isto não acontece, o casamento pode perder a sua razão de ser, pois quase nada pode compensar tal carência. É evidente, que com a exploração que a mídia e a sociedade em geral, fazem do sexo, os problemas sexuais no homem, podem se transformar facilmente em traumas psicológicos.

Companhia prazerosa

Desde o princípio foi constatado por Deus. De fato, o homem é carente de uma companhia, da presença estável de uma mulher que esteja ao seu lado, livrando-o da terrível sensação de solidão.

O relacionamento para o homem é presença; ele se guia pela vista, ainda que não necessariamente, pelo tato, como acontece com a mulher. É necessário porém, que esta companhia lhe seja prazerosa, no sentido de lhe proporcionar certas gratificações ou prêmios, em face de sua condição de provedor. Pelo menos é assim na psique do homem.

O homem considera uma atividade compartilhada com sua companheira como uma alta expressão de intimidade. Isto lhe causa muito prazer. A mulher conquistaria melhor seu marido se participasse mais, com ele, de atividades recreativas. Na realidade, para o homem, não é tão importante o realizar junto, mas, estar junto dele em atividades que lhe dão prazer.

Uma esposa atraente

O livro de Cantares de Salomão ilustra bem esta necessidade do homem. O escritor, ao longo de todo o livro não deixa de expressar o seu encanto com as formas de sua esposa, partes do seu corpo que em geral, recebem alta cotação do clube masculino, chegando mesmo a descrevê-las, comparando-as com paisagens e formas da natureza que tanto os fascinam. Talvez, em função da valorização que o homem dá à aparência de sua esposa, muitas mulheres estão percorrendo verdadeiros calvários para manter suas formas bem acentuadas, o que tem levado algumas, inclusive, a comportamentos obsessivos a esse respeito. É bom lembrar que nem sempre as pessoas têm total controle sobre alterações que se processam no seu corpo.

Uma guardiã do lar
Muitas mulheres enganam-se, ao imaginar que os homens abandonaram definitivamente a imagem internalizada, ao longo de milhões de anos, da esposa que cuida da casa, desempenhando tarefas típicas dessa função. Muitas mulheres, inspiradas nos ideais feministas abandonaram por completo o cuidado da casa, para que não fossem vistas como súditas do império machista. Esta mudança radical causou um forte impacto na relação conjugal. Nem a mulher nem o homem conseguiu assimilar bem tal mudança. Estudos revelam que a grande maioria dos homens casados ainda se incomoda muito quando as suas esposas deixam de lhes fazer pequenas tarefas como, prega os botões de suas camisas.

Admiração

O desejo de ser admirado e reconhecido é mais aguçado no homem que na mulher. O homem parece viver em função desse desejo, que lhe é visto como o preço mais justo que pode lhe ser pago por aquilo que ele realiza. Sem admiração o homem definha e empobrece. Sem admiração, sua motivação para as conquistas e para as realizações se esvaem e seu entusiasmo pela vida desaparece. A admiração para o homem funciona como combustível e ao mesmo tempo, como parâmetro que mede a eficácia de seus atos.

O QUE ELAS QUEREM?

Afeto

A mulher é movida por afeto, que é o mais nutritivo alimento do seu coração. Quando elege o seu cônjuge, ela espera receber dele afeto, em forma de palavras, de toques e de atitudes, pois as relações conjugais lhes são sinônimos de relações afetivas. A sensibilidade da mulher ao toque, por exemplo, é dez vezes maior do que a do homem. O casamento para a mulher, é acima de tudo, a expressão máxima de amor e compromisso entre duas pessoas, e só secundariamente, entendido como uma instituição.

O afeto é uma de suas necessidades permanentes e, independente do tempo que está casada, a mulher espera receber sempre do seu esposo boas e constantes doses de carinho e afeto.
Intimidade

No relacionamento conjugal, quanto mais proximidade, melhor. No caso da mulher, parece que sua estrutura emocional e sua estrutura cerebral, têm este campo de necessidade maior que a do homem, fazendo com que, a convivência íntima seja muito mais buscada por ela do que por ele, no casamento.

A mulher cobra constantemente do homem esse tipo de convivência e um ambiente onde haja compreensão empática e um nível de confiança baseado no compromisso da fidelidade e da continuidade das relações conjugais.

Diálogo

Um outro aspecto relevante, é que para a mulher, a comunicação vai além de mera conversa clichê, aquela que se faz através de frases prontas e chavões, em que as palavras soam vazias. Ao se comunicar, a mulher expressa sentimentos e usa a comunicação num nível mais profundo, para se aproximar e tornar-se íntima. Daí a sua grande necessidade de falar sobre a relação e de ter o feedback do seu cônjuge a esse respeito.

Sem sombra de dúvida, ao lado de um homem calado, com o olhar perdido, sempre há uma mulher se sentindo desprezada e distante, com a sensação de que algo vai muito mal na sua relação conjugal. O silêncio do homem é uma das maiores ameaças para a mulher.

Honestidade

A personalidade de uma pessoa sempre foi um aspecto importante a ser avaliado no momento de se decidir por uma relação duradoura. Nas mulheres, isto parece ser ainda mais valorizado que nos homens. Enquanto estes têm a tendência de se basear mais pela vista, aquelas se interessam mais por qualidades interiores do homem, os traços de sua personalidade, suas características pessoais, seu caráter. A honestidade é um dos traços que a mulher mais admira no homem. Só numa relação de honestidade e franqueza a mulher se sente segura e tranqüila para expressar livremente toda a grandeza dos seus sentimentos.

Sustento financeiro

Quase que em toda história da humanidade o homem exerceu o papel de provedor da família. Era o responsável pelo abrigo e o sustento desta. Há no seu cérebro, uma estrutura programada para esse tipo de comportamento e, mesmo nos nossos dias, não é simples para ele conviver numa situação em que a mulher esteja fazendo o seu papel, como acontece em muitas famílias. A mulher, por sua vez, não superou o condicionamento de milhões de anos, vivendo sob a proteção do homem e continua a vê-lo como o mantenedor do lar, mesmo nos casos em que esteja ganhando mais que ele.

Concluindo, a dinâmica dessas diferenças dentro de um ambiente de mútua compreensão enriquecerá ainda mais a fascinante aventura da vida, o casamento.

Autor(a): Pr. Josué Gonçalves

Fonte: site www.amofamilia.com.br

terça-feira, 31 de julho de 2012

Mães Más


Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
Eu os amei o suficiente para ter perguntado: onde vão, com quem vão e a que horas regressarão?
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram da mercearia e os fazer dizer ao dono: "Nós roubamos isto ontem e queríamos pagar".
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês 2 horas, enquanto limpavam o seu quarto; tarefa que eu teria realizado em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... porque no final vocês venceram também! E qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, meus filhos vão lhes dizer quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má: "Sim... Nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo.
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos de comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos de comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela obrigava-nos a jantar à mesa, bem diferente das outras mães, que deixavam os filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde nós estávamos a toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos que íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violou as leis de trabalho infantil. Nós tínhamos de lavar a louça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar o chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para lhe dizermos a verdade, e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata.
Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que nós saíssemos. Tinham de subir, bater à porta para ela os conhecer. Enquanto todos podiam sair à noite com 12, 13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16.
Por causa da nossa mãe, nós perdemos imensas experiências da adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido em atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
Foi tudo por causa dela. Agora que já saímos de casa, nós somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "pais maus", tal como a nossa mãe foi.
Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje:
Não há suficientes Mães más...

Fonte: Autor Desconhecido

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Os 4 Estágios do Perdão



1. Deixar passar — deixar a questão em paz
2. Controlar-se — renunciar à punição
3. Esquecer — afastar da memória, recusar-se a repisar
4. Perdoar — o abandono da dívida

DEIXAR PASSAR

Para se começar a perdoar, é bom deixar passar algum tempo. Ou seja, é bom
deixar a raiva secar, tirar umas férias do assunto. Isso ajuda a evitar que fiquemos exaustas, permite que nos fortaleçamos por outros meios, que tenhamos outras alegrias na vida.

Esse estágio é um bom treino para o abandono definitivo que mais adiante advirá do perdão. Deixe a situação, a recordação, o assunto, tantas vezes quantas for necessário. A ideia não é a de fechar os olhos, mas a de adquirir agilidade e força para se desligar da questão. Deixar passar envolve voltar a tecer, a escrever, ir até o mar, aprender e amar algo que a fortaleça e deixar que o tema saia do primeiro plano por um tempo. Isso é bom e é medicinal. As questões de danos passados irão atormentar a mulher muito menos se ela garantir à psique ferida que lhe aplicará bálsamos medicinais agora e que mais tarde tratará do assunto de quem provocou tal ferida.

CONTROLAR-SE

A segunda fase é a do controle, especificamente no sentido de abster-se de punir; de não pensar no fato nem reagir a ele seja em termos grandes, seja em termos pequenos. É de extrema utilidade a prática desse tipo de refreamento, pois ele aglutina a questão num único ponto, em vez de permitir que ela se espalhe por toda a parte. Essa atitude concentra a atenção para a hora em que a pessoa se dirigir aos próximos passos. Ela não quer dizer que a pessoa deva ficar cega, entorpecida ou que perca sua vigilância protetora.

Controlar-se significa ter paciência, resistir, canalizar a emoção. Esses são medicamentos poderosos. Faça tanto quanto puder. Esse é um regime de purificação.
Você não precisa fazer tudo; você pode escolher um aspecto, como o da paciência, e praticá-lo. Você pode se abster de palavras, de resmungos punitivos, de agir de modo hostil, ressentido. Ao evitar punições desnecessárias, você estará reforçando a integridade da alma e da ação. Controlar-se é praticar a generosidade, permitindo, assim, que a grande natureza compassiva participe de questões que anteriormente geravam emoções que iam desde a ínfima irritação até a fúria.

ESQUECER

Esquecer significa afastar da lembrança, recusar-se a repisar um assunto — em outras palavras, deixar de lado, soltar, especialmente da memória. Esquecer não quer dizer entorpecer o cérebro. O esquecimento consciente consiste em deixar de lado o acontecimento, não insistir para que ele permaneça no primeiro plano, mas permitir que ele seja relegado ao plano de fundo ou mesmo que saia do palco.

Praticamos o esquecimento consciente quando nos recusamos a invocar o material inflamável, quando nos recusamos a mergulhar em recordações. Esquecer é uma atividade, não uma atitude passiva. Significa não trazer certos materiais até a superfície, nem revirá-los constantemente, nem se irritar com pensamentos, imagens ou emoções repetitivas. O esquecimento consciente significa a determinação de abandonar a prática obsessiva, de ultrapassar a situação e perdê-la de vista, sem olhar para trás, vivendo, portanto, numa nova paisagem, criando vida e experiências novas em que pensar no lugar das antigas. Esse tipo de esquecimento não apaga a memória; ele simplesmente enterra as emoções que cercavam a memória.

PERDOAR

Existem muitos meios e proporções com os quais se perdoa uma pessoa, uma comunidade, uma nação por uma ofensa. É importante lembrar que um perdão "final" não é uma capitulação e sim uma decisão consciente de deixar de abrigar ressentimento, o que inclui o perdão da ofensa e a desistência da determinação de retaliar. É você quem decide quando perdoar, é você quem resolve qual é a dívida que você agora afirma não precisar mais ser paga.
Algumas pessoas optam pelo perdão total: liberando a pessoa de qualquer tipo de reparação para sempre. Outras preferem interromper a reparação no meio, abandonando a dívida, alegando que o que está feito está feito e que a compensação já é suficiente. Outro tipo de perdão consiste em isentar a pessoa sem que ela tenha feito qualquer reparação emocional ou de outra natureza.

Para certas pessoas, finalizar o perdão significa considerar o outro com indulgência, e isso é mais fácil quando as ofensas são relativamente leves. Uma das formas mais profundas de perdão está em dar ajuda compassiva ao ofensor por um ou outro meio. Isso não quer dizer que você deva enfiar a cabeça no ninho da cobra, mas, sim, ser sensível a partir de uma postura de compaixão, segurança e preparo.

O perdão é onde vão culminar toda a abstenção, o controle e o esquecimento. Não significa abdicar da própria proteção, mas da própria frieza. Uma forma profunda de perdão consiste em deixar de excluir o outro, o que significa deixar de mantê-lo à distância, de ignorá-lo, de agir com frieza, condescendência e falsidade. É melhor para a psique da alma restringir ao máximo o tempo de exposição às pessoas que são difíceis para você do que agir como um robô insensível.

O perdão é um ato de criação. Você pode escolher entre muitas formas de proceder. Você pode perdoar por enquanto, perdoar até que, perdoar até a próxima vez, perdoar mas não dar outra chance — começa tudo de novo se acontecer outro incidente. Você pode dar só mais uma chance, dar mais algumas chances, dar muitas chances, dar chances só se... Você pode perdoar uma ofensa em parte, pela metade ou totalmente. Você pode imaginar um perdão abrangente. Você decide.

Como a mulher sabe que perdoou? Você passa a sentir tristeza a respeito da circunstância, em vez de raiva. Você passa a sentir pena da pessoa em vez de irritação. Você passa a não se lembrar de mais nada a dizer a respeito daquilo tudo.

Você compreende o sofrimento que provocou a ofensa. Você prefere se manter fora daquele meio. Você não espera por nada. Você não quer nada. Você está livre para ir e vir. Pode ser que tudo não tenha acabado em “viveram felizes para sempre”, mas sem a menor dúvida existe de hoje em diante um novo "Era uma vez" à sua espera.

Fonte: Livro: Mulheres que correm com lobos.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

6 Coisas Importantes Que Toda Mulher Deve Saber...

1- Confie mais em sua inteligência do que em seus hormônios.

2- Mesmo que você seja a mulher certa, o homem errado continuará sendo o homem errado.

3- Chorar é algo que se faz em casamentos e funerais... e não nas noites de sábado.

4- Há uma grande diferença entre ele estar passando por uma fase e você estar sendo deixada de lado.

5- O homem que quer dominar o mundo provavelmente tentará dominar você também.

6- "Grudenta" não é sinônimo de "feminina".

Fonte: O que toda mulher inteligente deve saber

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Pra Brincar com seu filho: O monstro da bolha

O Professor Sassá ensina a fazer um monstro que solta bolhas de sabão.

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Para fazer esse bichão, você vai precisar de:
- Uma garrafa pet de 600 ml
- Uma toalhinha ou pedaço de pano
- E.V.A. nas cores laranja, verde e preto (ou que você preferir)
- Elástico
- Detergente de louças
- Uma vasilha com água
- Cola de E.V.A.
- Tesoura sem ponta


Agora, siga os passos:

1) Recorte o fundo da garrafa pet.
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2) Em seguida, corte a toalhinha ao meio.
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3) Coloque uma das metades do pano na boca da garrafa. Estique bem e prenda com um elástico. Depois, tire a tampa da garrafa. Deixe de lado um pouco.
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4) Pegue o E.V.A. laranja e recorte o corpo do monstro. O importatne é que o círculo do meio (a boca) seja igual ao da garrafa, que tem 6,5 cm de diâmetro em média (imprima o molde aqui).
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5) Com o E.V.A. verde, recorte os olhos. Depois, faça as sobrancelhas e os olhinhos com o E.V.A. preto. Cole as bolinhas pretas por cima e as sobrancelhas por baixo dos olhos verdes.
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6) Cole os olhinhos no corpo do monstro.
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7) Agora, encaixe a boca do monstro na garrafa.
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8 ) Coloque um pouquinho de detergente de louças dentro da garrafa.
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9) Mergulhe a boquinha do monstro numa bacia com água.
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PRONTO!
É só assoprar para o monstro começar a fazer bolhas de espuma.


Fonte: http://blogs.estadao.com.br/estadinho/2010/04/12/o-monstro-da-bolha/

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A Cicatrização das Feridas

O ser humano é sensível por natureza. É carente de afeto, atenção e elogio. Todos querem ser reconhecidos, valorizados e aplaudidos.
As pessoas sofreriam menos se não se importassem com a opinião dos outros. Infelizmente não é assim que as coisas acontecem. Damos muita importância para o que os outros pensam de nós. É claro que um ponto de vista de quem é mais importante para nós, nos afeta mais. Se é uma pessoa mais afastada ou que não damos tanta importância, sua opinião fica em segundo plano.
Ah... Se fosse possível desligar um botãozinho em nosso cérebro e apagar os constrangimentos e as decepções que enfrentamos na vida! Seria bom demais, esqueceríamos todas as coisas que nos magoaram.
Muitas vezes pensamos que a ferida cicatrizou quando, de repente, tocamos no assunto e vemos que ela ainda dói.
Uns machucam os outros sem perceber. Sabe por quê não percebem? Porque pensam somente em se defenderem, não se importando com os outros. Essa é a pura realidade.
Se a pessoa se colocasse no lugar do outro, mudaria rapidamente seu modo de agir. Se pensasse: "se fosse eu no lugar desta pessoa, como eu me sentiria?"
Mas ninguém quer saber dos sentimentos alheios. As pessoas se colocam num alto pedestal e não querem que ninguém fique chateado com sua atitudes. Muitas vezes, ao invés de socorrer o próximo, justificam-se.
Todos os seres humanos têm sentimentos, e são sensíveis. Para que não sofram é necessário tomar atitude, devem se desligar de tudo que está lhe chateando porque nosso semelhante não vai mudar. Jamais reconhecerá que errou e jamais pedirá perdão.
Muitas coisas nos magoam na escola, no serviço, na família, mas se não nos policiarmos, acabaremos entrando em depressão facilmente. E se você cair em depressão, aí que vai ficar sozinho mesmo, ouvindo as pessoas dizerem: seja forte, reaja... como se fosse fácil reagir, ser forte, num momento de fraqueza e dor.
Cheguei a conclusão que não se pode deixar se abater a ponto de cair em depressão. Antes de chegar nesta fase (que é difícil de sair, sendo possível somente com ajuda de remédios), a pessoa tem que desabafar expor o que está sentindo, colocar para fora todos seus sentimentos e procurar se desligar daqueles que estão lhe fazendo mal.
Sabe por quê? Porque muitas vezes, as pessoas nem sabem que estão te causando esta dor, simplesmente te ignoram como se você fosse um ser de outro planeta que não tem sentimentos.
Vejo muitas pessoas sofrerem por serem maltratadas, ignoradas ou desvalorizadas.
Em contrapartida existem, também, pessoas complexadas, que entendem tudo errado e distorcem os fatos.
O ser humano é complicado demais.
Enfim, para se evitar cair em depressão, antes de tudo é necessário se policiar, ter somente pensamentos bons, se afastar de quem está lhe fazendo mal, não dar ouvidos aos maus conselhos, procurar entender que os outros, muitas vezes, são problemáticos, complexados e que não agem por mal, simplesmente têm algum distúrbio emocional em seu comportamento.
 
É comum ouvirmos pessoas, que às vezes causam constrangimento sem perceber, dizerem: "Não olhe para o homem, olhe somente pra Jesus...".
É como se dissesse "não olhe pra mim, eu fiz isto sem querer, me perdoe".
Realmente, devemos olhar somente pra Jesus porque somente Ele é perfeito e nos amou de tal maneira demonstrando um amor inexplicável, sem troca, sem interesse.
E quando olhamos para cruz e vemos Ele crucificado, não temos coragem de pedir nada para nossos deleites: nem dinheiro, nem emprego, nada material, somente conseguimos falar: PERDOE-NOS SENHOR, e obrigada pelo Seu sacrifício.
Enfim, para vivermos bem temos que perdoar e entender que todos nós somos falhos pecadores mortais.
 
Às vezes nós mesmos causamos transtornos a outrem, sem querer, e temos que estar atentos para corrigir nossos erros e constantemente devemos nos policiar para não cometermos injustiças.
Temos que ter consideração e respeito pelas pessoas que estão ao nosso lado, principalmente aquelas que nos ajudam e nos defendem.
Somente quando realmente estivermos amadurecidos, conseguiremos cicatrizar a ferida. Só o tempo apaga os constrangimentos e os abalos que passamos na vida.  
 Fonte: Suely Moyses Cufone

quarta-feira, 23 de maio de 2012

É produtivo ser feliz?

A sensação de bem estar no trabalho parece estar associada a comportamentos de sociabilidade com os colegas e clientes – o que costuma atenuar ou reduzir situações negativas nas organizações
Uma das crenças mais comuns em nossa sociedade é que pessoas contentes com a atividade profissional produzem mais. Essa ideia se reflete também nas organizações. Uma enquete recente da Associação Espanhola de Direção e Desenvolvimento de Pessoas (Aedipe), feita com executivos que ocupavam nível gerencial, descobriu que quase 87% dos entrevistados acreditam que oferecer condições para que o indivíduo se sinta satisfeito profissionalmente é uma estratégia adequada para melhorar a competitividade empresarial.

Na verdade, entre os efeitos mais estudados em relação à felicidade no trabalho está o desempenho. Tal é o interesse nessa área que alguns autoresa definem como o “santo graal” da pesquisa organizacional. A este respeito, muitos trabalhos estabelecem relação clara entre satisfação e produtividade. Um estudo conduzido pela psicóloga organizacional Despoina Xanthopoulou e seus colegas da Universidade de Creta na indústria de fast-food mostrou que os trabalhadores com maior nível de comprometimento produziam mais. No entanto, não há consenso sobre o assunto e outras pesquisas não confirmam o resultado. Um fato que complica a situação é que os indicadores utilizados para “medir” a felicidade no trabalho são muito variados. Além disso, pode não ser a felicidade que leve a melhores desempenhos – mas, ao obter sucesso profissional, a pessoa se mostre mais feliz. Parece lógico haver uma relação bidirecional entre as duas variáveis. Essa foi a questão que o pesquisador Daniel Koys, da Universidade DePaul, tentou entender melhor quando desenvolveu uma pesquisa longitudinal de dois anos. O cientista concluiu que a felicidade no trabalho se relaciona de forma positiva com o rendimento, o número de vendas e a satisfação do cliente. Parece, então, que o aspecto-chave é ser feliz para assim render melhor – e não o inverso.

Podemos pensar também que o bem-estar esteja associado à maior capacidade de encontrar soluções inteligentes para os desafios. As pesquisadoras Charlotte Fritz, professora-assistente de psicologia organizacional e industrial da Universidade de Portland, e Sabine Sonnentag, professora do Departamento de Psicologia da Universidade de Konstanz, na Alemanha, descobriram em 2009 que o bom humor garante a criatividade do dia seguinte, corroborando resultados encontrados pela pesquisadora Alice M. Isen, da Universidade de Cornell, dez anos antes.

Outro ponto importante: a felicidade no trabalho parece estar associada a comportamentos de sociabilidade com os colegas e clientes, que reforçam (e ao mesmo tempo são reforçados por) estados positivos de ânimo e humor, o que costuma atenuar ou reduzir situações negativas nas organizações. O professor Peter Warr, da Universidade de Sheffield, salienta que a satisfação se relaciona de maneira negativa com o número de faltas. Ele afirma também que a felicidade reduz o comportamento contraproducente (como não cumprir as obrigações de forma proposital, desperdiçar ou usar recursos da empresa para fins pessoais e apropriar-se de material de escritório).

Os professores Russel Cropanzano, da Universidade do Arizona, e Thomas A. Wright, da Universidade de Nevada, argumentam que as pessoas menos realizadas com seu trabalho se mostram mais pessimistas, predispostas a adotar posturas defensivas e pouco cooperativas em relação aos colegas. Em contrapartida, segundo a psicóloga Barbara Fredrickson, pesquisadora da Universidade da Carolina do Norte, emoções positivas ajudam a expandir e desenvolver habilidades e vínculos sociais. Ou seja, favorecem a aquisição e o desenvolvimento de novas habilidades que preparam as pessoas para futuros desafios.

As atitudes dele me decepcionam. O que faço?

"Mude de atitude, considere sua realidade e não as ilusões que você criou em função de suas necessidades"
É claro que não podemos responder por ninguém, mas podemos refletir um pouco sobre o assunto.
Quantas vezes você esperou que alguém tivesse uma atitude numa determinada situação e se decepcionou porque a pessoa nada fez, ou ainda, se fez, foi algo que estava longe do que esperava?

Todos nós sabemos que criar expectativas é o melhor caminho para a decepção, mas qual de nós não espera ser reconhecida, valorizada, não só por aquilo que faz, mas principalmente por aquilo que é? Sim, nós mesmas devemos nos aprovar, reconhecer e aceitar, mas há relação sem troca?
Quatro condições do bem-estar emocional

O ser humano precisa de quatro condições básicas para viver: atenção, admiração/reconhecimento, afeto/amor e aceitação.

Ao recebermos isso daqueles que nos são caros e, principalmente da pessoa amada, muitas de nossas necessidades são satisfeitas, mas quando não recebemos, nos sentimos sem valor algum e assim tudo fica vazio, sem sentido de existir.

Claro que não podemos nem devemos colocar nosso valor enquanto pessoa nas mãos de alguém, mas quem não espera um abraço num momento de dor?

Uma mão estendida quando perdida?

Uma palavra amiga quando nos sentimos fracas?

Um singelo e simples "obrigado" por tudo que se fez pelo outro?

Qualquer necessidade que temos, principalmente nossas necessidades emocionais quando não supridas, geram insatisfação, decepção, e alguns conflitos internos quem nem sempre percebemos. E quando isso ocorre é inevitável que nos sintamos desamparadas e totalmente perdidas.

O que mais queremos é que a pessoa que amamos esteja ao nosso lado incondicionalmente, que chegue o mais perto possível daquilo que esperamos e sentimos em nosso coração, e quase sempre, suas atitudes, ou a falta delas, se fazem tão distantes de nós e daquilo que necessitamos, e neste momento constatamos uma cruel realidade: estamos sós! Sós na dor, no sofrimento, na busca por uma saída ou um caminho menos doloroso. Queremos alguém que nos salve! Nos tire desse lamaçal de sofrimento. Mas quem poderá fazer isso por nós?

Muitos de nós pedimos e esperamos tão pouco, que até esse pouco algumas pessoas são incapazes de nos dar: um abraço, uma atenção, uma palavra, carinho, compreensão, apoio, exatamente num determinado momento que mais precisamos. E ao nos sentirmos sozinhas, literalmente abandonadas, entramos em desespero e começamos a cobrar, exigimos aquilo que não estamos recebendo, tornando o relacionamento insuportável para ambos. Muitas vezes nos esquecemos que cada um dá aquilo que tem.

Será que adianta pedir, implorar por algo que não veio espontaneamente?

Algumas pessoas dizem amar e sequer percebem o pedido de socorro daqueles que gritam por amor e atenção. E esse grito pode se transformar em diversas formas de amenizar uma dor, seja comendo, bebendo, dormindo, trabalhando excessivamente, enfim, tentando fugir do que tanto dói. Tudo para preencher um vazio que nada parece conseguir preencher.

Na verdade, quem não consegue se doar, ouvir o outro, é porque não consegue ouvir nem seu próprio sussurro numa noite silenciosa. Ignora o outro na mesma proporção que ignora a si mesmo. Algumas pessoas ao longo do tempo se tornam agressivas como uma forma, ainda que inconsciente, de se defenderem. Mesmo desejando uma palavra amiga, só sabem devolver agressão, talvez a mesma que receberam em algum momento de suas vidas, mas ninguém quer ser saco de pancadas de ninguém, não é mesmo?

Nem sempre o que se expressa em palavras representa o que é sentido verdadeiramente, mas como vamos diferenciar se o que foi dito é sincero ou e é apenas um desabafo de dor? Só sabemos que nos machucam! Às vezes machucam para sempre, por mais que se possa perdoar, a cicatriz permanecerá.

E assim, choramos em lágrimas e em lágrimas, acabamos por adoecer. Sentimos a dor em nossa alma e mesmo quando olhamos ao lado e vemos que há alguém, e ainda assim nos sentimos completamente sozinhas, nos sentimos mais desvalorizadas, menosprezadas e assim, mais machucadas ficamos. Nos sentimos sós no amor que expressamos, na dor que sentimos. Sós na atenção esperada e no desprezo recebido. Sofremos sim, quando esperamos atenção que nunca recebemos, em palavras que nunca se transformam em atitudes que se concretizam. E passam minutos, horas, dias e meses que se transformam em anos e continuamos a permitir que nosso sofrimento se estenda. Por quê? Pela falta de atitude do outro? Não!

Sofremos pela nossa própria falta de atitude ao aceitarmos que tal situação se mantenha. Sofremos quando somos rígidas e resistimos em mudar! Sofremos quando não temos coragem de dizer "basta"! Sofremos quando insistimos em manter um relacionamento por medo de ficarmos sós, mesmo quando já estamos sozinhas por anos. Sofremos quando não nos sentimos amadas, não recebemos atenção, não nos sentimos importantes, quando nossas necessidades e nossos sentimentos não são respeitados. Mas sofremos muito mais quando nos sentimos incapazes de dar tudo isso a nós mesmas, independente da situação externa.

Enquanto esperar que o outro enxugue suas lágrimas, te dê um abraço ou uma palavra de esperança, te faça acreditar que você é importante... e, por mais que espere, você nada recebe, pergunte-se: até quando?

Será que não está apenas estendendo seu sofrimento até um ponto em que não terá mais forças para sair de onde está neste momento?

Será que a hora de reagir não é agora?

Converse com a pessoa que ama, e se perceber que ela é incapaz de te dar o que tanto precisa, ao menos nesse momento, reavalie se alguém merece todo seu sofrimento, todas suas lágrimas, sem sequer se dar conta do quanto te faz sofrer. O outro pode, se quiser, mudar, mas não podemos nos permitir sofrer tanto, dilacerar nossa alma por quem não percebe nosso real valor.

Olhe bem dentro de você e lembre de quantas situações difíceis já conseguiu superar. Essa mesma força ainda está dentro de você! Busque-a, ainda que esteja muito escondida no meio de tanta dor. Encontre sua força, sua coragem, determinação, esperança e faça algo por você, apenas e simplesmente por você! E o outro? Aprenda com tudo que o que aconteceu, no meio de tanta dor, é possível sempre aprender e crescer!

Considere sua realidade e não as ilusões que você criou em função de suas necessidades. Afinal, você quer crescer, ser feliz ou quer continuar chorando e esperando por aquilo que está tão distante do que você deseja para sua vida? Só você poderá responder!

Fonte:http://www2.uol.com.br/vyaestelar/atitudes01.htm

Homens ainda diferenciam mulheres para se divertir e para casar

Apesar da evolução dos tempos, homens ainda diferenciam mulheres para se divertir e mulheres para casar. E essa diferença existe em uma proporção significativa. “Há sequelas de uma sociedade patriarcal e muitos valores perduram”, afirma o psicólogo Thiago de Almeida, especializado no tratamento das dificuldades do relacionamento amoroso. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), isso ocorre porque os valores demoram muito a mudar, apesar dos comportamentos serem alterados mais rapidamente. “Há uma valorização do marido, que em nossa cultura é visto como um capital", diz Mirian. "Isso faz com que o comportamento sexual feminino seja muito controlado socialmente. Ou seja, a honra masculina ainda está vinculada ao controle do comportamento sexual de suas mulheres”.
O terapeuta Sergio Savian diz que boa parte das mulheres ainda leva em consideração o que os homens pensam delas. “Elas estão preocupadas com o que todos pensam. Aprenderam com suas mães e avós que não podem ser fáceis. Também não querem ser alvo de fofocas maldosas”, diz Savian. Para Mirian, tudo isso é reflexo de uma cultura religiosa. “A família é vista como alicerce da vida social. Observei que em culturas mais individualistas como na Alemanha e na Suécia, por exemplo, essa desigualdade de gênero não é tão forte”, diz a antropóloga.

Sociedade de valores antigos
Por conta desse pudor, as mulheres omitem que tiveram muitos parceiros, mentem sobre o próprio desejo, fingem ter orgasmos. Para o psicólogo Thiago de Almeida, esse é um processo natural que reflete o quanto a sociedade ainda está enraizada aos valores antigos. “Mulheres costumam dizer que tiveram menos homens. Se tiveram dez relacionamentos, falam que tiveram apenas cinco. Já os homens, se tiveram três, afirmam ter tido dez”, diz Almeida.

Isso pode ser consequência do ciúme que os homens têm do passado de suas companheiras. Eles frequentemente querem saber com quantos homens elas se relacionaram e o que fizeram com eles. “Por inúmeros motivos e, dentre eles, uma descomunal insegurança masculina, eles infernizam a vida de suas parceiras”, afirma o terapeuta Sergio Savian.

Transar no primeiro encontro
Para a sexóloga Laura Muller, cada um pode viver a prática sexual como preferir, mesmo em um país conservador. “Se essa mulher conheceu um cara que vai julgá-la por ter transado no primeiro encontro, talvez seja importante avaliar se ele realmente combina com seu jeito de ser”, diz Laura. “Quando o assunto é sexualidade, não há regras. O importante é ter respeito".

Segundo o psicólogo Thiago de Almeida, o homem fica mais romântico e usa artifícios que podem mascarar sua personalidade na hora de conquistar uma mulher. “Ele pode se mostrar mais moderninho logo de cara, mas depois não leva adiante aquele relacionamento por puro preconceito”, diz. Para Almeida, a mulher que busca sexo casual deve ter isso bem definido em sua cabeça para não criar expectativas, enquanto os homens precisam começar a entender que apenas o tempo mostra os reais atributos de cada pessoa. "Hoje, a principal arma feminina é saber conduzir esse tipo de situação de forma a contemplar sua própria expectativa. E agir de forma equilibrada pode ser a forma mais correta para evitar frustrações”, afirma Almeida.

Igualdade longe de ser alcançada
Para o terapeuta Sergio Savian, a moral está tão incorporada em nossa sociedade que muitas mulheres não sabem estabelecer a diferença do que realmente querem daquilo que foi imposto. A antropóloga Mirian Goldenberg acredita que, mesmo com a maior independência das mulheres, elas ainda preferem fingir que são "comportadas" para não perder o namorado ou não assustarem o pretendente. “Elas ainda se comportam de forma submissa e passiva ou se mostram mais comportadas sexualmente do que realmente são”, afirma Mirian. “A liberdade e a igualdade femininas ainda estão longe de serem alcançadas”. Para a antropóloga, é necessário fazer uma revolução cotidiana. “Enfrentar os preconceitos, os olhares de acusação e as opiniões dos outros”, diz. Para ela, quanto mais mulheres se comportarem com liberdade, mais outras terão coragem de viver os seus desejos.


Fonte: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/05/22/homens-ainda-diferenciam-mulheres-para-se-divertir-e-para-casar-dizem-especialistas.htm

terça-feira, 8 de maio de 2012

Mulher de Verdade!: A Hora de Escolher Chegou, E Agora?

Mulher de Verdade!: A Hora de Escolher Chegou, E Agora?: Por que será que escolher é tão dificil e traz tantas dúvidas? Ok é bem mais fácil escolher comer um Big Mac do que comer o trivial arroz ...

A Hora de Escolher Chegou, E Agora?

Por que será que escolher é tão dificil e traz tantas dúvidas? Ok é bem mais fácil escolher comer um Big Mac do que comer o trivial arroz e feijão, muito mais fácil escolher andar com a roupa da moda do que usar aquelas roupas do tempo da vovó, tudo bem que na época dela era a roupa da moda.
Agora decidir entre os 17 e 18 anos, que garoto namorar e que profissão seguir, não é nada fácil.
Muitas vezes é dificil para o adolescente estar pronto para uma relação mais estável e madura, namorar sério implica em um amadurecimento, é uma nova experiência que você vivenciará dia a dia, vale a pena pensar se você esta preparada para encarar um relacionamento serio e isso implica em modificar totalmente sua rotina.
Agora quanto à profissão o que pesa são as pressões e expectativas, será que ser médica dá dinheiro? E moda traz sucesso? Se eu me tornar uma veterinária ou uma bióloga? Será que meus pais vão concordar com minha escolha ou vão querer que eu me torne advogada? Ufa! Quanta duvida e quantas decisões a serem tomadas, parece que crescer não é tão fácil assim, não é?

Escolher uma carreira que você terá o resto da vida chega a dar medo, e o melhor é escolher e não se arrepender.
Mas calma, pra tudo existe solução. Por que não listar as profissões que você gostaria de fazer, pesquisar cada profissão, saber sobre o campo de atuação, oportunidades no mercado de trabalho, e escolher aquela que mais se parece com você e que você sentira prazer em fazer?
 
Feito isso, conversar com um profissional da área, perguntar o que essa profissão proporciona, quais as dificuldades enfrentadas e o que significa para ele ter escolhido esta profissão poderá ajudar.
Se ainda assim você continuar em duvida, vale a pena procurar uma ajuda profissional, procure um grupo de Orientação profissional, nele você poderá compartilhar com outras pessoas suas expectativas e seus medos e quem sabe encontrar uma luz no fim do túnel.

Autor: Aline Cristina da Silva Souza
Psicóloga Clínica.