terça-feira, 27 de dezembro de 2011

20 Coisas sobre ser Mãe


1) prepare-se, você vai sentir o amor maior do mundo, e ele só aumenta (não sei como cabe no coração da gente)
2) não acredite em tudo que as pessoas te falam; caso contrário você irá enlouquecer
3) os bebês têm uma capacidade de chorar indescritível – não é só o seu que é assim!!! Todos são. Você é uma mãe incrível, eles choram mesmo, é a única maneira que eles têm de se comunicar.
4) se você contratou uma enfermeira, existe a chance de voltar a acreditar em bruxas
5) só por esses pequenos é que deixamos de dormir por meses seguidos
6) ser mãe muda tudo
7) a gente faria tudo para eles não sentirem nenhuma dor, NUNCA
8 ) quando eles começam a sorrir, nossa alegria se multiplica
9) só por eles a gente engorda, incha, fica sem dormir, passa mal, enjôa e ainda agradece por tudo isso
10) tem dias que você não entende o que está acontecendo… é muita mudança mesmo
11)  tem dias que a gente precisa cuidar de nós mesmas, OK?
12) seus pais nunca mais serão os mesmos, o foco agora é o netinho (a)
13) com certeza, você vai comprar muito mais roupas e acessórios do que seu pequeno conseguirá usar
14) todas as mães sempre acham que não estão fazendo o suficiente para os seus filhos, isso é super normal, não se sinta culpada sozinha…
15) às vezes você vai sentir falta da sua vida sem tanta responsabilidade, mas esses momentos passam bem rápido!!!
16) não se esqueça do seu marido, OK? Antes o seu amor era só dele.
17) já sei, você morre de medo de não conseguir amamentar, de que seu leite seque – prometo que no final tudo dá certo. Os bebês se adaptam às condições das suas mamães. E se secar, tem Nam, Ninho… graças a Deus, né?
18) sabe aquela vergonha que você tinha de ligar para seu médico?? Ela jamais existirá quando for para telefonar para o pediatra
19) não esqueça dos seus amigos; afinal, seu bebê é o máximo, mas ainda não conversa, não dá dicas… você precisa se divertir para poder cuidar dele com toda a energia do mundo!
20) todas as mães de primeira viagem passam por um período de desespero, mas ele acaba… depois é só felicidade!!!!

http://www.facebook.com/theposhlittlestore

Janela de Hospital

Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital. Um deles ficava sentado em sua  cama  por  uma  hora   todas as tardes para conseguir  drenar  o  líquido  de   seus pulmões. Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar deitado de bruços em sua cama por todo o tempo. Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias. E toda tarde quando o homem perto da janela podia sentar-se ele passava todo o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver através da janela.
O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal. Patos e cisnes brincavam na água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris.  Grandes e velhas árvores cheias de elegância na paisagem, e uma fina linha podia ser vista no céu da cidade.
Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena  pitoresca. Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu que havia um desfile na rua, embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo.
Dias e semanas passaram-se. Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens, mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do hospital para levarem o corpo embora.
Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu a enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela. A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável, o deixou sozinho no quarto.
Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela  primeira vez pela janela. Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da  janela  e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco. Ele então perguntou a enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhe coisas tão belas, todos os dias se pela janela só dava pra ver um muro branco?
A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.
Há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade.  Se você quer se sentir rico, apenas conte todas as coisas que você tem e que o dinheiro não pode comprar. O hoje é um presente e é por isso que é chamado assim.
(Autor desconhecido)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Reflexão

 
Aos amigos.

Dizem que Dezembro é o mês da reflexão por ser o último do ano...Então, reflitamos sobre tudo de bom que passamos, das boas risadas que demos, dos almoços entre amigos, das grandes e pequenas conquistas que tivemos, das saudades que sentimos, dos amores que conquistamos, das lições que aprendemos.
Vamos nos empenhar em esquecer aquilo que não agrega, pra quê ficar remoendo coisas que ......não acrescentarão nada em nossas vidas.
Vamos brindar o que é positivo, o que nos faz sorri, nos emociona, nos surpreende...
Vamos transmitir solidariedade, felicidade, bondade e amor ao próximo.
A vida tem altos e baixos, decidamos por viver mais nos altos, porque baixo, baixo já basta o salário rsss.
Espero que em 2012 os verdadeiros amigos permaneçam, os falsos despareçam ou se arrependam e os amores cresçam.

Obrigada a todos que fizeram meu 2011 valer a pena!

Um esplêndido Natal e um 2012 de muita Saúde, Bençãos e Sucesso! Que o brilho de Deus possa estar presente em nossas vidas hoje e sempre.

By Aline Cristina da Silva Souza
Psicóloga Clínica

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Tropeços e Rasteiras

Nem sempre quando levamos uma rasteira ela vem para nos derrubar e sim para nos alertar.
Alertar que podemos tropeçar, mas não necessariamente cair, que podemos cair mas não necessariamente ficar no chão.
Alertar que a cada tropeço somos jogados para frente e que a cada queda temos a escolha de levantar, sacudir a poeira e seguir em frente.

domingo, 6 de novembro de 2011

CIÚME PATOLÓGICO



Em questões de ciúme, a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza freqüentemente se torna vaga e imprecisa. No ciúme as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas ou francamente delirantes. Depois das idéias de ciúme, a pessoa é compelida à verificação compulsória de suas dúvidas. O (a) ciumento (a) verifica se a pessoa está onde e com quem disse que estaria, abre correspondências, ouve telefonemas, examina bolsos, bolsas, carteiras, recibos, roupas íntimas, segue o companheiro(a), contrata detetives particulares, etc. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida.
Os ciumentos estão em constante busca de evidências e confissões que confirmem suas suspeitas, mas, ainda que confirmada pelo (a) companheiro (a), essa inquisição permanente traz mais dúvidas ainda ao invés de paz. Depois da capitulação, a confissão do companheiro (a) nunca é suficientemente detalhada ou fidedigna e tudo volta à torturante inquisição anterior.
Os portadores de Ciúme Patológico comumente realizam visitas ou telefonemas de surpresa em casa ou no trabalho para confirmar suas suspeitas. Os companheiros (as) desses pacientes vivem dissimulando elogios e presentes recebidos ou omitindo fatos e informações na tentativa de minimizar os graves problemas de ciúme, mas geralmente agravam ainda mais.
O que aparece no Ciúme Patológico é um grande desejo de controle total sobre os sentimentos e comportamentos do companheiro (a). Há ainda preocupações excessivas sobre relacionamentos anteriores, as quais podem ocorrer como pensamentos repetitivos, imagens intrusivas e ruminações sem fim sobre fatos passados e seus detalhes.
O Ciúme Patológico é um problema importante para a psiquiatria, que envolve riscos e sofrimentos, podendo ocorrer em diversos transtornos mentais. Na psicopatologia o ciúme pode se apresentar de formas distintas, tais como idéias obsessivas, idéias prevalentes ou idéias delirantes sobre a infidelidade. No Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o ciúme surge como uma obsessão, normalmente associada a rituais de verificação.
Ciúme - conceito
O ciúme é uma emoção humana extremamente comum, senão universal, podendo ser difícil a distinção entre ciúme normal e patológico (1). Na verdade, pouco se sabe sobre experiências e comportamentos associados ao ciúme na população geral, mas num estudo populacional, todos os entrevistados (100%) responderam positivamente a uma pergunta indicativa de ciúme, embora menos de 10% reconheceu que este sentimento acarretava problemas no relacionamento (Mullen, 1994).
Ciúme seria um conjunto de emoções desencadeadas por sentimentos de alguma ameaça à estabilidade ou qualidade de um relacionamento íntimo valorizado. As definições de ciúme são muitas, tendo em comum três elementos:
1) ser uma reação frente a uma ameaça percebida;
2) haver um rival real ou imaginário e;
3) a reação visa eliminar os riscos da perda do objeto amado.
A maneira como o ciúme é visto tem variações importantes nas diferentes culturas e épocas. Assim, no século XIV relacionava-se à paixão, devoção e zelo, à necessidade de preservar algo importante, sem conotações pejorativas de possessividade e desconfiança.
Nas sociedades monogâmicas o ciúme se associa à honra e moral, sendo até um instrumento de proteção da família, talvez um imperativo biológico ou uma adaptação à necessidade de ciência da paternidade. Até bem pouco tempo atrás, dava-se grande ênfase à fidelidade feminina, enquanto a infidelidade masculina era mais bem aceita. Mesmo em tempos modernos, atribui-se um papel positivo a alguma manifestação ciúme, considerando-o um sinal de amor e cuidado.
O conceito de Ciúme Mórbido ou Patológico compreende vários sentimentos perturbadores, desproporcionais e absurdos, os quais determinam comportamentos inaceitáveis ou bizarros. Esses sentimentos envolveriam um medo desproporcional de perder o parceiro (a) para um (a) rival, desconfiança excessiva e infundada, gerando significativo prejuízo no relacionamento interpessoal.
No Ciúme Patológico, várias emoções são experimentadas, tais como a ansiedade, depressão, raiva, vergonha, insegurança, humilhação, perplexidade, culpa, aumento do desejo sexual e desejo de vingança. Haveria clara correlação entre auto-estima rebaixada, conseqüentemente a sensação de insegurança e, finalmente o ciúme. O portador de Ciúme Patológico é um vulcão emocional sempre prestes à erupção e apresenta um modo distorcido de vivenciar o amor, para ele um sentimento depreciativo e doentio. Esse paciente com Ciúme Patológico seria extremamente sensível, vulnerável e muito desconfiado, portador de auto-estima muito rebaixada, tendo como defesa um comportamento impulsivo, egoísta e agressivo.
Tipos de ciúmes atribuídos com base no tema predominante do(s) delírio(s):

Tipo Erotomaníaco: delírios de que outra pessoa, geralmente de situação mais elevada, está apaixonada pelo indivíduo.

Tipo Grandioso: delírios de grande valor, poder, conhecimento, identidade ou de relação especial com uma divindade ou pessoa famosa.

Tipo Ciumento: delírios de que o parceiro sexual do indivíduo é infiel.

Tipo Persecutório: delírios de que o indivíduo ou alguém chegado a ele está sendo, de algum modo, maldosamente tratado.

Tipo Somático: delírios de que a pessoa tem algum defeito físico ou condição médica geral.

Tipo Misto: delírios característicos de mais de um dos tipos acima, sem predomínio de nenhum deles.

Tipo Inespecífico.

Há vários anos suspeita-se que o Transtorno Obsessivo-Compulsivo poderia se manifestar como Ciúme Patológico. Nesse caso os pensamentos atrelados ao Ciúme Patológico seriam indistinguíveis dos pensamentos obsessivos. Os pensamentos de ciúme seriam ruminações e as buscas por evidências da infidelidade, rituais compulsivos de verificação. Muitos pacientes teriam crítica e constrangimento por esses pensamentos e se esforçariam para afastá-los. Albina torres et al citam a famosa frase de Barthes em Fragmentos de um discurso amoroso: "Como homem ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum"(Torres, 1999).
Sob vários aspectos constata-se que os pensamentos de ciúme partilham várias características com os pensamentos das obsessões: são freqüentemente intrusivos, indesejados, desagradáveis e por vezes considerados irracionais, em geral acompanhados de atos de verificação ou busca de reasseguramento. Os indivíduos que avaliam suas atitudes como inadequadas ou injustificadas teriam mais sentimentos de culpa e depressão, enquanto os demais apresentariam mais raiva e comportamentos violentos.
Os pensamentos ou ruminações obsessivas de ciúme diferem das suspeitas de ciúme na medida em que são facilmente reconhecidos pelo paciente como ego distônicos, ou seja, irracionais e associados à resistência e culpa, enquanto as preocupações mórbidas são sintônicas, consistentes com o estilo de vida e centradas em problemas realísticos do indivíduo, raramente resistidas e só algumas vezes associadas à culpa.
Assim, nos pacientes obsessivos as preocupações de ciúme tipicamente envolvem maior preservação da crítica, mais vergonha, culpa e sintomas depressivos, menor agressividade expressa e muitas ruminações e rituais de verificação sobre acontecimentos passados.
De fato, há casos em que predominam comportamentos relacionados à depressão, tais como: retraimento, dependência e maior demanda por demonstrações afetivas, por vezes alternados com raiva, ameaças e agressões.


Ciúmes Normal
Ciúmes Patológico
O ciúme considerado normal dá-se num contexto interpessoal, entre o sujeito e o objeto, enquanto o ciúme no Transtorno Obsessivo-Compulsivo seria intrapessoal, só dentro do sujeito. O ciúme normal envolveria sempre duas pessoas, e os pacientes melhorariam quando sem relacionamentos amorosos (Parker e Barret, 1997).

No Ciúme Patológico o amor do outro é sempre questionado e o medo da perda é continuado, enquanto no amor normal (ou ideal) o medo não é prevalente e o amor não é questionado. No Transtorno Obsessivo-Compulsivo há sempre dúvida patológica com verificações repetidas, mesmo fenômeno que se observa no Ciúme Patológico. O medo da perda é também um sintoma proeminente no TOC, tanto quanto no Ciúme Patológico. Neste, a perda do ser amado não diz respeito à perda pela morte, como ocorre num relacionamento normal, mas o temor maior, o sofrimento mais assustador é a perda para outro (a).



Devido a essa resistência em se considerar o Ciúme Patológico como um Transtorno Obsessivo-Compulsivo normal com a diferença única no tema da idéia obsessiva, existem termos variantes do TOC, tais como Ciúme Obsessivo, Ciúme Obsessivo-Suspeitoso, forma Obsessivo-Compulsiva de Ciúme Patológico ou Ciúme com Características Obsessivas, evitando-se falar diretamente em Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Talvez pelo tema ciúme ter forte natureza paranóide, a aproximação mais natural do transtorno seria com idéias delirantes e quadros tradicionalmente psicóticos.
Ballone GJ - Ciúme Patológico - in. PsiqWeb Psiquiatria Geral, Internet, disponível em <http://sites.uol.com.br/gballone/voce/ciume.html>última revisão 2004

domingo, 16 de outubro de 2011

Mulher de Verdade!: Bipolar

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Mulher de Verdade!: Mãe e o Monstro

Mulher de Verdade!: Mãe e o Monstro: Enquanto os filhos faziam uma cabana em vez de arrumar o quarto e pentear o cabelo, a mãe, que tentava colocar tudo em ordem para o almoço e...

Mãe e o Monstro

Enquanto os filhos faziam uma cabana em vez de arrumar o quarto e pentear o cabelo, a mãe, que tentava colocar tudo em ordem para o almoço em família, se transformava em um ser verde e descabelado. Que mãe nunca se sentiu dentro do livro Mamãe Virou um Monstro, de Joanna Harrison (Ed. Brinque-Book)? Todas nós queremos ser a melhor mãe do mundo, mas manter a calma e a serenidade em todos os momentos é praticamente impossível. Até aí, tudo bem, o problema é que, mesmo sabendo disso, as mães se sentem culpadas quando colocam os filhos de castigo ou querem um tempo só para elas. Pior ainda: as mulheres se culpam até por não querer tê-los. Foi depois de atender a uma paciente que tinha dúvidas sobre a maternidade que a psiquiatra e psicanalista norte-americana Barbara Almond decidiu escrever o livro The Monster Within: The Hidden Side of Motherhood (O Monstro Interior: O Lado Oculto da Maternidade, em tradução livre). Amanda (nome fictício) estava com 35 anos e sua família queria que ela tivesse filhos, mas ela achava que a criança seria um monstro. Barbara, que já era mãe e hoje é avó de quatro crianças, ficou tão surpresa com essa sensação de sua paciente que resolveu pesquisar mais sobre esses sentimentos conflituosos da maternidade. Aos poucos, foi percebendo que o monstro de Amanda não era a criança, e sim ela própria, que se achava um alienígena por não querer ter um filho. Outras mulheres, já mães, se martirizam por ter sentimentos confusos pelos filhos. Em seu livro, a especialista mistura exemplos práticos com histórias da literatura clássica e contemporânea para explicar de uma maneira simples, didática e reconfortante por que as mães precisam aceitar que não vão amar seus filhos o tempo todo – e que isso é perfeitamente normal. Ela conversou com a CRESCER sobre como foi escrever o livro e sobre como também se sentia (e se sente) um monstro de vez em quando.
“Se você odeia seus pais, irmãos, cônjuges, amigos, colegas de trabalho, ou pessoas do sexo oposto, de outra etnia, religião e nacionalidade, você é considerado infeliz, irracional, fanático, difícil de lidar e até seriamente perturbado. Mas, se você odeia seus filhos, você é considerado monstruoso – imoral, anormal e perverso.” Barbara Almond, em trecho do livro The Monster Within: The Hidden Side of Motherhood

CRESCER: Como as pessoas reagiram ao seu livro? Houve muitas críticas?
Barbara Almond: Recebi algumas poucas críticas, uma delas na própria página da Amazon (site em que o livro é vendido) de uma terapeuta – e mãe – que dizia que o livro não contribuía em nada para a discussão, mas a maior parte das pessoas me deram retorno positivo e se identificaram com o que eu escrevi. Uma coisa interessante é que o livro foi recusado por muitas editoras. Meu agente literário estava muito empolgado e mandou o original para 20 ou 30 editores. Muitos disseram que estava bem escrito, que eu era qualificada, mas que seria muito perturbador para os leitores e por isso não poderiam publicá-lo. Finalmente conseguimos. E o que eu mais ouço é: “Que bom alguém ter escrito sobre isso. Nós todas nos sentimos assim e queremos saber que somos entendidas”.
 
C.: Você escreve o tempo todo sobre a ambivalência materna. Como ela se manifesta no dia a dia?
B.A.: A palavra ambivalência significa sentimentos confusos por alguém ou algo importante para você. Você pode ser ambivalente sobre seu trabalho, seu marido, seus amigos, seus filhos, seus pais. Porque tudo que é importante para você pode ser decepcionante, falhar ou acabar. Então, não é humanamente possível amar alguém ou algo o tempo todo e nunca ter sentimentos negativos. E isso é mais verdadeiro ainda quando se trata de filhos, porque há um conflito entre as necessidades das crianças e as dos adultos. Um exemplo: são duas da manhã, seu bebê tem três semanas, você o alimentou por volta das 23 horas e ele finalmente dormiu. Você está exausta e, de repente, ele começa a chorar, está com fome de novo. Você quer alimentar seu filho, cuidar dele, ele é tão pequeno e precisa de você, mas, ao mesmo tempo... Você está tão cansada! Isso não desperta uma confusão de sentimentos?
 
C.: Sem dúvida...
B.A.: Outra noite meu marido e eu estávamos tomando conta de dois dos meus netos e eles são crianças maravilhosas, sem dúvida, mas o mais novo não dormia de jeito nenhum. Ele queria que a sua mãe o colocasse na cama! E nós tínhamos planejado assistir ao Oscar na televisão, mas passamos a noite toda tentando acalmá-lo. Eu adoro meu neto, mas naquele momento eu só queria fechar a porta do quarto e assistir ao Oscar! É algo humano, não é realista esperar que você sempre, sempre, sempre vai ter paciência. Se você é realmente honesta consigo, vai ver que há momentos em que você preferiria tirar uma soneca, visitar um amigo, ir ao cinema. As mães não vão machucar seus filhos, matá-los, isso é muito raro. Elas só querem poder sentar por um minuto, colocar os pés para cima e relaxar.

C.: Há mães que não são ambivalentes ou todas elas vivenciam sentimentos opostos?
B.A.: Mesmo as melhores mães do mundo têm momentos ruins. Talvez uma mãe que tenha apenas um filho, que não dê trabalho algum, não se sinta assim, mas não acontece com muita frequência. Porque nem sempre a mãe vai querer o que o bebê quer. E não há uma criança que nunca teve um dia ruim e jogou comida no chão. Se você encontrar uma eu gostaria muito de conhecer!
 
C.: Você também sentiu a ambivalência materna?
B.A.: Sim, com certeza! E eu me senti péssima por causa disso. O livro foi uma forma de lidar com isso, eu me tornei tão consciente desse problema que, finalmente, depois de muito tempo, consegui colocar para fora, assim como outras mulheres. Na época eu fiz bastante terapia para falar disso.
 
C.: A criança também pode colaborar para o sentimento de ambivalência materna?
B.A.: Há crianças que são maldosas e fazem coisas desagradáveis, mas é uma minoria. Na maior parte das vezes, o que acontece é que a criança não consegue se controlar. Eu vejo pelo meu neto de 2 anos. Ele está naquela fase em que faz só o que quer. Na maior parte do tempo ele é uma criança adorável, mas ainda é um menino, tem só 2 anos! “Não! É meeeu!”, diz. E claro que isso é um pouco irritante para quem está perto dele naquela hora.

C.: No livro, você fala da pressão que a sociedade e a mídia colocam nas mães. De que forma isso pode atrapalhar as mulheres?
B.A.: A maior parte da pressão vem da mídia mesmo. Porque as mulheres estão tão interessadas em ser boas mães que qualquer coisa que fale sobre maternidade dá muito dinheiro. Por isso, infelizmente, há esse aspecto comercial também que reforça a necessidade de ser uma boa mãe. O padrão de criação dos filhos hoje é muito exigente e perfeccionista, tudo tem que ser extremamente correto. Não pode açúcar, não pode mamadeira, nada, e nem toda mulher é assim.
“Ser capaz de tolerar os sentimentos de amor e ódio, que aparecem em momentos diferentes da nossa vida, sem que um sentimento destrua o outro, é um sinal de boa saúde mental. Negar ou suprimir qualquer um dos dois leva a relacionamentos desgastados e rígidos, nos quais a pessoa não vive sua realidade emocional por completo.” Barbara Almond, em trecho do livro The Monster Within: The Hidden Side of Motherhood

C.: E o marido? Ele pode ajudar sendo mais presente e dividindo com a mãe as tarefas e os cuidados com os filhos?
B.A.: Se a mãe e o pai puderem concordar e não brigar por conta disso, ajuda muito. A criança precisa tanto do pai quanto da mãe, de maneiras diferentes, mas igualmente importantes. O marido não ajuda se ignorar algo que poderia fazer. Também não ajuda se ele interfere e entra em conflito com a mãe quando ela está administrando bem as coisas. O melhor que ele faz é tentar ajudar quando ela perde o controle, ou está muito chateada, irritada e exausta. Pais maduros e inteligentes, que se entendem, permitem que o outro tome as rédeas na situação algumas vezes.

C.: Como a mulher pode lidar com esse sentimento ruim no seu dia a dia?
B.A.: A mãe precisa se perdoar e não considerar isso um crime. O problema não é a ambivalência, mas, sim, a vergonha enorme que têm dos sentimentos negativos. A maioria das mães ama seus filhos boa parte do tempo, mas nenhuma mãe ama o seu filho o tempo todo. Se uma mulher está muito perturbada com a maternidade, ela deve fazer terapia. Se ela está apenas confusa, questionadora e impaciente, pode conversar com mulheres mais velhas, com profissionais como pediatras, enfermeiras, obstetras e outras mães, descansar um pouco, ter um tempo para ela... E também pode ler o meu livro, claro! Há muitas orientações lá.

The Monster Within: The Hidden Side of Motherhood (o Monstro Interior: o Lado Oculto da Maternidade, em tradução livre) não tem previsão de lançamento no Brasil, mas pode ser encomendado na www.amazon.com

domingo, 2 de outubro de 2011

A FELICIDADE ESCONDIDA (Inspetoria Salesiana de Bilbao-Espanha)



Um dia, no princípio dos tempos, alguns anjos maus se reuniram para fazer uma diabrura.
Um deles disse:
“Estava pensando que poderíamos tirar algo dos humanos, porém… O que?”
Depois de muito pensar, um deles respondeu:
“Já sei!, poderíamos tirar-lhes a felicidade… Porém, claro, o problema será onde escondê-la, para que não possam encontrá-la”.
Propôs o primeiro demônio:
“Vamos escondê-la em cima do monte mais alto do mundo…!”
… Ao que imediatamente discordou um outro:
“Não, lembra que eles têm força e vontade. Algum dia, alguém podería subir e encontrá-la, e se um a encontra, pronto! todos saberão onde está”.
Logo propôs outro:
“Então, vamos escondê-la no fundo do mar!”
E outro contestou:
“Não, lembra que eles têm curiosidade. Algum dia, alguém construirá algum aparato para poder baixar até o fundo e, então, a encontrará”.
Um outro deles disse:
“Escondamô-la em um planeta longe da Terra!”.
Disseram-lhe:
“Não, lembra que eles têm inteligência. Um día, alguém construirá uma nave para viajar para outros planetas e, então, a descubrirão”.
Um dos demônios havia permanecido em silêncio, escutando atentamente as propostas.
Analisou a cada uma delas… E, então, disse:
“Creio saber onde devemos colocá-la para que jamás a encontrem”.
Todos olharam-no assombrados e perguntaram ao mesmo tempo: “Onde?”.
“Esconderemo-la DENTRO deles mesmos… Estarão tão ocupados buscando-la fora que nunca a encontrarão”.
Todos ficaram de acordo e, desde então, sempre tem sido assim:

“O SER HUMANO PASSA A VIDA BUSCANDO A FELICIDADE SEM SABER QUE A LEVA CONSIGO.”

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bebê novo em casa....Ciúmes dos irmãos

Ciúme, manha e agressividade são reações normais quando chega um bebê na família. O filho mais velho precisa de ajuda para sentir-se seguro 

Paladino
Um novo bebê em casa muda a rotina da família inteira. De uma hora para outra, todas as atenções estão voltadas para o recém-nascido. E, se ele chega na condição de irmão, é comum a criança mais velha sentir-se abandonada, mesmo que tenha sido preparada para esse momento, acompanhando de várias maneiras a gravidez da mãe. É que só quando ela vê o bebê em casa, e toda a movimentação para cuidar dele, começa realmente a entender toda a conversa que ouviu sobre sua chegada. “O filho com menos de 5 anos costuma sentir mais ciúme e insegurança nessa hora, porque ainda depende muito dos pais. Com a presença do bebê, ele tem receio de ser passado para trás, de deixar de ser amado pelos pais. Por isso, tentará fazer de tudo para manter a atenção deles, e pode ficar agressivo e irritado com facilidade”, afirma a psicóloga Ana Cássia Maturano.

Amor e carinho
A agressividade precisa ser contida com muito carinho nesse momento. É preciso lembrar que a criança dessa idade nem sempre consegue exprimir em palavras o que sente. “Ela ainda se comunica muito com o corpo. Logo, é natural que expresse reações de forma mais impulsiva, agredindo o irmão mais novo, por exemplo”, diz a psicóloga. Nesse caso, os pais devem tentar identificar para a criança o que ela está sentindo e explicar que, embora tal sentimento seja normal, não dá a ela o direito de agredir o irmão.
Algumas crianças reagem à chegada de um bebê com uma regressão no comportamento, voltando a fazer xixi na calça ou a pedir a chupeta, por exemplo. “O Matheus, de 4 anos, e o Raphael, de 3, retomaram a mamadeira depois que o irmãozinho nasceu”, conta a pedagoga paranaense Visitación Ferreira, avó dos meninos. “Com atitudes como essa, a criança pode estar buscando a segurança e o conforto de algo que já viveu e sabe como é. Ela procura refugiar-se numa situação conhecida para se fortalecer e enfrentar a novidade. Ou talvez esteja apenas preocupada em garantir o amor dos pais, passando a agir como o bebê”, explica Ana Cássia. A psicóloga ressalta que os pais não devem valorizar esse comportamento: “A melhor resposta é reforçar os aspectos maduros da criança, incentivando-a a crescer”.

Como agir:
Algumas atitudes podem transmitir segurança a seu filho, minimizando seus sentimentos negativos em relação ao nascimento do irmãozinho.
- Se ele disser que não gosta do irmão, não se preocupe. Diga que ele não precisa gostar, pois vocês, que são pais, já gostam.
- Quando estiver cuidando do bebê, não peça ao irmão para ajudá-la, mas deixe que ele toque a criança e brinque com ela.
-  Evite mudanças em sua rotina, antes e depois da chegada do irmão.
- Não force seu filho a dar coisas para o irmão.

Fonte: Revista Crescer

domingo, 11 de setembro de 2011

Bipolar



O que é?
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.

Características
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.


Tipos
Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.


Fase maníaca
Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.


Fase depressiva
É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.


Exemplo de como um paciente se sente
...Ele se sente bem, realmente bem..., na verdade quase invencível. Ele se sente como não tendo limites para suas capacidades e energia. Poderia até passar dias sem dormir. Ele está cheio de idéias, planos, conquistas e se sentiria muito frustrado se a incapacidade dos outros não o deixasse ir além. Ele mal consegue acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos. Em alguns momentos ele se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade ou posição superior a sua. Com a mesma rapidez com que se zanga, esquece o ocorrido negativo como se nunca tivesse acontecido nada. As coisas que antes não o interessava mais lhe causam agora prazer; mesmo as pessoas com quem não tinha bom relacionamento são para ele amistosas e bondosas.


Sintomas (maníacos):
Sentimento de estar no topo do mundo com um alegria e bem estar inabaláveis, nem mesmo más notícias, tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. Nessa fase o paciente literalmente ri da própria desgraça.
Sentimento de grandeza, o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais, é capaz de considerar-se um escolhido por Deus, uma celebridade, um líder político. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade; com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção
delirante.
Sente-se invencível, acham que nada poderá detê-las.
Hiperatividade, os pacientes nessa fase não conseguem ficar parados, sentados por mais do que alguns minutos ou relaxar.
O senso de perigo fica comprometido, e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial.
O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo.
Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente, para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias.
A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado, cantar é um gesto freqüente nesses pacientes.
A necessidade de sono nessa fase é menor, com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade.
Mesmo estando alegre, explosões de raiva podem acontecer, geralmente provocadas por algum motivo externo, mas da mesma forma como aparece se desfaz.
A fase depressiva
Na fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca, o paciente fica com sentimentos irrealistas de tristeza, desespero e auto-estima baixa. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer, cansa-se à-toa, tem pouca energia para suas atividades habituais, também tem dificuldade para dormir, sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. Apresenta dificuldade em concentra-se no que faz e os pensamentos ficam inibidos, lentificados, faltam idéias ou demoram a ser compreendidas e assimiladas. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. Os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso.


Generalidades
Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.
A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada? Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os pacientes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pacientes que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania tecnicamente falando em psiquiatria significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada.
O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se
confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.


Qual a causa da doença?
A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.
Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.


Como se trata?
O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.
Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.
O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.
Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com o
verapamil, uma medicação muito usada na cardiologia para controle da hipertensão arterial que apresenta efeito anti-maníaco. A grande desvantagem do verapamil é ser incompatível com o uso simultâneo do lítio, além da hipotensão que induz nos pacientes normotensos


 
Última Atualização: 15-10-2004
Ref. Bibliograf: Liv 01 Liv 19 Liv 03 Liv 17 Liv 13 Psychiatry Research 2001; 103: 229-235
Age of Onset of Bipolar II Derpessive Mixed State
Franco Benazzi

SÓ POR HOJE

“Só por hoje tentarei viver somente este dia e não tentarei solucionar todos os meus problemas de uma vez. Posso fazer alguma coisa por doze horas que me assustaria se eu achasse que tivesse que continuar a fazê-la pelo resto da vida.

Só por hoje serei feliz. Parece ser verdade o que disse Abraham Lincoln: "A maioria das pessoas é tão feliz quanto tenha decidido ser."


Só por hoje me ajustarei à realidade, e não tentarei ajustar tudo à minha própria vontade. Aceitarei o que o destino me reservar, e me adaptarei a ele.

Só por hoje tentarei fortalecer minha mente. Estudarei e aprenderei alguma coisa útil. Não serei um ocioso mental. Lerei alguma coisa que requeira esforço, raciocínio e concentração.

Só por hoje exercitarei minha alma de três maneiras: praticarei uma boa ação para alguma pessoa, sem que ela fique sabendo; se alguém ficar sabendo, não será válido.  Não demonstrarei a ninguém que meus sentimentos estão feridos; mas hoje não o demonstrarei.

Só por hoje serei agradável. Terei a melhor aparência possível, me vestirei bem, manterei minha voz baixa, serei cortês, não criticarei ninguém. Não encontrarei defeitos em nada, nem tentarei melhorar ou controlar ninguém, a não ser eu mesmo.

Só por hoje terei um programa. Talvez não o siga exatamente, mas o terei. Evitarei dois aborrecimentos: a pressa e a indecisão.

Só por hoje passarei meia hora tranqüilo, completamente só, relaxando. Durante essa meia hora, em algum momento, tentarei ter uma melhor perspectiva da minha vida.

Só por hoje não terei medo. Principalmente não terei medo de desfrutar do que é belo, e de acreditar que na mesma medida que dou para a vida, a vida dará a mim.”

“Se quisermos desenvolver uma atitude mental que nos traga paz e felicidade, eis o princípio: Pense e aja alegremente, e você se sentirá alegre”


Dale Carnegie (Sibyl F. Partridge)

sábado, 3 de setembro de 2011

Tristeza Materna (Baby Blues)



Baby Blues é a tristeza, melancolia pós-parto.
Na maioria das vezes surge até o quarto dia do nascimento do bebê e dura no máximo uma semana, tendo sintomas parecidos com os da depressão pós-parto.






Diferenças entre Baby Blues e Depressão Pós Parto.

                Sintomas Baby Blues
Sintomas Depressão Pós Parto.
. Primeiros dias após o parto
. Atinge de 50 a 80% das mulheres
· Lapsos curtos de memória
· Fadiga
· Ansiedade
· Inquietação
· Impaciência
· Irritabilidade
· Tristeza e choro sem nenhum motivo aparente.
. Resolve-se espontaneamente após alguns dias
. Afeta 1 em 10 mulheres.
· Choro incontrolável
· Perda de memória
· Falta de interesse no bebê
· Irritação
· Insônia
· Sentimento de culpa
· Medo de machucar o bebê ou se machucar
· Fadiga
· Tristeza constante
· Alterações de humor exageradas
· Confusão
· Falta de concentração
· Distúrbios de sono ou apetite

Mais de 80% das mulheres têm o baby blues. Diferente da depressão pós-parto, não é uma doença. A depressão pós-parto na maioria das vezes surge na sexta semana. Se um baby blues for muito intenso e se prolongar por mais de 1 mês pode evoluir para uma depressão pós-parto mais grave, neste caso a ajuda de um profissional é indispensável.
Por isso é importante acompanhar todas as mulheres na primeira semana depois do nascimento do filho.


Como lidar com o Baby Blues
1-Curta cada instante com seu bebê! Lembre-se de quanto tempo esperou para segurar seu precioso presente.
2- Descanse! Descanse! Descanse! Aproveite esse tempo com seu bebê. Deixe que os outros esperem por você. Curta ser paparicada nestes primeiros dias em casa.
3- Evite horários fixos ou rígidos, isto estressa a nova mãe. Siga o ritmo do bebê e sua própria intuição (o bebê acorda quando sente fome, você não precisa acordá-lo a cada três horas).

4- Não se esforce tanto. Limite o tempo e o número de visitas. Quando você tiver convidados, não se sinta na obrigação de ser perfeita. Se te encontrarem de camisola, o convidado não estenderá a visita.

5- Sempre que seu bebê dormir aproveite para dormir e descansar também. Esta NÃO é a hora de se preocupar em executar aquelas 40 tarefas nas quais você está pensando.
6- Alimente-se bem. Tenha lanches saudáveis à mão.
7- Hidrate-se. Seu corpo está se recuperando e quantidades extras de líquidos são essenciais para a amamentação. Beba bastante água. Sucos naturais são excelentes.
8- Economize energia. Nem todo trabalho doméstico precisa ser feito.
9- Agradeça ao papai quando ele ajudar com a casa, as refeições ou os filhos maiores, por exemplo. Reconhecer e ficar grata com a ajuda o deixará feliz.
10- Trocar carinhos, abraços e beijos com seu companheiro ajudará a manter um bom relacionamento entre vocês.
11- Seja gentil com você mesma. Dê-se bastante tempo para se recuperar.
12- Embora seja normal experimentar o baby blues, se seus sentimentos persistirem ou parecerem importantes não hesite em conversar sobre o problema com seu profissional de saúde. É importante que você tenha todo o suporte que você precisa durante este momento.
13- Ouça conselhos com paciência, você não precisa segui-los e muito menos se estressar com quem os dá. Siga seus instintos de mãe. Você sabe o que é melhor para o seu lindo bebê!
Adaptado do texto de Lois V. Nightingale, PhD
Disponibilizado pela La Leche League International

Sugestões de Livros e Filmes que abordam o assunto:

 Livro - Depois do Parto, A DorDepois do Parto a Dor - Brooke Shields
Brookie Shields conta tudo sobre a depressão pós-parto que a levou a ter pensamentos suicidas. Em 1980, quando tinha 15 anos, Shields estrelou A lagoa azul. No filme, sua personagem engravida sem querer, e quando seu filho nasce, ele intuitivamente acha o caminho do peito que irá amamentá-lo enquanto a mãe o olha com carinho e contentamento. Na vida real, a atriz não engravidou acidentalmente e ainda sofreu a mais devastadora depressão pós-parto. "Eu estava no mais bizarro estado mental", descreve Shields .
 Marley e Eu

John e Jenny tem uma filha, Colleen. Embora negue, Jenny sofre de depressão pós-parto, e tem como sintoma uma impaciência com John e Marley, desejando que o cão vá para uma fazenda. Ambos ficam na casa de Sebastian, até que Jenny pede desculpas e permite que Marley fique.